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Representantes da indústria definem prioridades legislativas para 2026

Entre os temas que devem integrar a agenda no setor estão Lei Geral de Concessões, IA, marco legal do comércio exterior e tributação de renda

Ricardo Alban (Foto: Divulgação (Agência de Notícias da Indústria))

247 - Mais de 600 representantes do setor industrial, ligados a 148 entidades — sendo 112 associações, 27 federações e 9 sindicatos — vão se reunir nos dias 3 e 4 de junho, em Brasília, para discutir e consolidar os principais projetos de lei de interesse da indústria em 2026. O encontro vai acontecer na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e integra o Seminário de Construção da 31ª Agenda Legislativa da Indústria, que deve priorizar mais de 100 proposições para acompanhamento no Congresso Nacional.

De acordo com informações publicadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o seminário reunirá empresários, dirigentes e executivos de federações estaduais, associações setoriais e sindicatos industriais de todo o país. O objetivo é alinhar posições e formular o documento que orientará a atuação institucional do setor produtivo junto ao Legislativo ao longo do próximo ano.

Projetos estratégicos no centro do debate

Entre os temas que devem integrar a nova Agenda Legislativa da Indústria estão a regulamentação da Inteligência Artificial, a reforma da Lei Geral de Concessões, o marco legal do comércio exterior e mudanças na tributação da renda corporativa. 

A pauta inclui ainda projetos da área trabalhista que tratam de alterações na licença-paternidade e na jornada de trabalho. A abertura do seminário, prevista para a manhã de terça-feira (3), contará com a presença de parlamentares convidados para debater as perspectivas da agenda legislativa para 2026. Estão confirmados a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a deputada Luísa Canziani (PSD-PR) e o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Construção coletiva da agenda industrial

O processo de elaboração da Agenda Legislativa da Indústria 2026 envolve diretamente mais de 670 representantes de associações, federações e sindicatos industriais, que participam das discussões técnicas e políticas que embasam o documento final.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a expectativa é de um acompanhamento legislativo intenso ao longo do próximo ano. “A CNI espera que sejam priorizados mais de 100 projetos pela base industrial para acompanhamento junto ao Congresso Nacional. Teremos janelas de votações concentradas no primeiro semestre e no período pós-eleitoral”, afirmou.

Muniz destacou ainda o papel estratégico da agenda diante do cenário econômico. “A capacidade de enfrentar o Custo Brasil e preservar a estabilidade macroeconômica dependerá da nossa prontidão técnica e política. Nesse contexto, a Agenda Legislativa se consolida como instrumento central de articulação de temas importantes para a indústria brasileira”, acrescentou.

A nova edição da Agenda Legislativa da Indústria deve servir como principal referência para o diálogo institucional do setor produtivo com o Parlamento ao longo de 2026, reunindo prioridades consideradas essenciais para a competitividade e o desenvolvimento da indústria nacional.

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