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Arquivos apontam ligação de PL e Bolsonaro com fake news de argentino sobre urnas

Pessoas ligadas a Bolsonaro constam como proprietários e editores de arquivos de direitista argentino para acusar supostas fraudes nas eleições

Fernando Cerimedo, Jair Bolsonaro e PL (Foto: Reprodução | REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - Arquivos publicados pelo direitista argentino Fernando Cerimedo (que ficou conhecido após as eleições brasileiras por espalhar informações falsas sobre urnas eletrônicas) apontam um elo entre sua atividade e pessoas ligadas ao PL e ao governo Bolsonaro, informa a Folha de S. Paulo.

O consultor, que controla o canal argentino La Derecha Diário, divulgou um link para uma pasta no Google Drive com "dados para auditoria" neste domingo (11). Ocorre que, dos 11 arquivos existentes na pasta, três foram editados pela última vez por Eder Balbino, sócio da empresa Gaio.io, que colaborou com a equipe de auditoria do PL.

Além disso, um dos arquivos da pasta tem como proprietário Angelo Denicoli, militar que atuou no governo Bolsonaro, como diretor do departamento de monitoramento e avaliação do SUS durante a gestão de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. Hoje ele é assessor da Presidência da Petrobrás, tendo sido indicado pelo próprio Jair Bolsonaro (PL) ao cargo, no qual, ainda segundo a Folha, "atuaria com outros dois militares como uma espécie de informante de Bolsonaro."

Print da pasta de Cerimedo que mostra Angelo Denicoli como proprietário de um dos arquivos
Print da pasta de Cerimedo que mostra Angelo Denicoli como proprietário de um dos arquivos(Photo: Reprodução / Folha de S. Paulo)Reprodução / Folha de S. Paulo

Cerimedo, por sua vez, alegou à Folha que não conhece as pessoas citadas e que os arquivos ligados a elas são arquivos de cópia. "Minha resposta é que não os conheço, não fizeram minha pesquisa e não aparecem em meus arquivos. Você está exibindo arquivos de cópia."

"Não tenho relação com essas pessoas, nem com essas empresas nem com o JB [Jair Bolsonaro]. Não os conheço, não tenho nada a ver com eles", ressaltou.

Apesar de alegar não conhecer as pessoas, a última modificação nos arquivos por pessoas ligadas a Bolsonaro foi feita em 17 de novembro, quase um mês antes de a pasta vir a público.

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