Ernesto Araújo nega a realidade: Brasil passou de alvo de chacota a preocupação, diz Jamil Chade

Jornalista analisa o "pseudo-balanço" feito pelo chanceler do governo Bolsonaro e diz que, "numa estratégia mais que conhecida entre demagogos, ele negou a realidade"

Ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores)
Ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) (Foto: Reprodução)
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247 - Com vasta experiência em cobertura internacional, o jornalista Jamil Chade analisou, em sua coluna no UOL, o que chamou de "pseudo-balanço" feito pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em que ele critica a imprensa - que não publica as notícias boas por ideologia, em suas palavras - e diz que o Brasil melhorou sua imagem no exterior se comparado aos últimos anos. O chanceler também nega que a política externa do governo Bolsonaro seja ideológica.

"Ao longo do ano, tive acesso a mais de uma dezena de telegramas confidenciais. Alguns com sua própria assinatura. E as instruções mostram que sua política externa é essencialmente ideológica, com raros traços de realismo impostos por militares e exportadores agrícolas nacionais. Também percorri, como faço há quase 20 anos, os corredores da ONU, OMC, OMS, OIT e tantos outros organismos de forma quase diária. E, nesses fóruns internacionais, passamos ao longo dos últimos doze meses de alvos de chacota a motivo de uma imensa preocupação", descreve Jamil Chade.

O jornalista relaciona uma longa lista de temas que foram omitidos e mal explicados durante a gestão de Ernesto Araújo no Itamaraty. "Quando Ernesto pede em seu vídeo que se acredite apenas na versão oficial e que o público deixe de ler a imprensa, ele está dizendo: não verifiquem os detalhes, não descubram o que dizem os telegramas confidenciais, não busquem saber o que ocorreu nos bastidores. Fiquem na arquibancada. Queremos torcida. Não queremos cidadãos", afirma.

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