Viviane Senna diz que reabertura de escolas não agrava a pandemia e é criticada por internautas

Empresária e presidente do Instituto Ayrton Senna, ONG de educação financiada por empresas privadas, defende a volta às aulas no Brasil sem considerar os riscos aos funcionários e localidades sem condições de praticar o isolamento social

Vivianne Senna
Vivianne Senna (Foto: ROMULO FIALDINI/DIVULGAÇÃO)
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247 - A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, disse em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada na terça-feira, 15, que a reabertura de escolas não agrava a pandemia. Ela disse que “as pesquisas, os dados e a experiência em outros países mostram que é seguro reabrir as escolas”.

A ONG de educação controlada pela empresária é financiada por empresas privadas, como Banco Itaú, LIDE – Grupo Líderes Empresariais, Instituto Natura, Fundação Volkswagen. Ela chegou a ser convidada por Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Educação (MEC). Suas declarações à Folha foram alvos de diversas críticas nas redes sociais e na internet.

Viviane Senna afirmou que “as crianças são muito pouco suscetíveis à Covid-19. No mundo, são 24% da população, e apenas 2% dos casos de contaminados, dos quais 0,1% foi a óbito. São 37 vezes menos que os adultos. No caso da gripe, as taxas de infecção e óbitos dentre crianças é duas vezes maior do que as da Covid-19. Se não abrimos escola pensando no risco de morte das crianças, deveríamos ter mais medo da gripe”.

A empresária não mencionou as pesquisas que mostram que as crianças, apesar de serem menos afetadas pelo vírus, o transmitem com mais facilidade, pois são assintomáticas e, portanto, é difícil saber quando estão infectadas.

As crianças com menos de cinco anos são um fator importante na transmissão do coronavírus devido ao vírus estar presente em níveis muito maiores nos narizes das crianças em comparação com outros grupos etários, concluiu um estudo publicado na revista cientifica JAMA Pediatrics.

No âmbito internacional, o ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, informou que o país fechou mais de 80 desde a retomada do ano letivo, há 15 dias, por causa dos novos casos de coronavírus. "Temos cerca de 1.200 novos casos de covid-19 entre os alunos em comparação com a semana passada", disse Blanquer em entrevista à rede de LCI.

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