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China critica "interferência externa" nas eleições da Venezuela

Recentemente, o Itamaraty e o próprio presidente Lula expressaram preocupações acerca da condução do processo eleitoral pelas autoridades venezuelanas

China critica "interferência externa" nas eleições da Venezuela
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247 - Nesta sexta-feira (29), a China manifestou seu apoio à Venezuela em relação à preparação das eleições presidenciais marcadas para 28 de julho, enquanto criticou fortemente a interferência externa dos Estados Unidos nos assuntos venezuelanos. 

Segundo a CartaCapital, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa, expressou o compromisso da China com a soberania e independência da Venezuela. "Respeitamos a independência nacional e soberana da Venezuela, apoiamos a Venezuela no avanço das eleições de acordo com sua constituição e suas leis". A China ainda reforçou sua oposição a qualquer interferência externa nos assuntos internos venezuelanos.

As declarações chinesas surgiram após os Estados Unidos terem manifestado preocupação com o impedimento do registro de candidaturas da oposição venezuelana. A impossibilidade da inscrição da candidata Corina Yoris, apoiada pela principal coalizão opositora Plataforma Unitária Democrática (PUD), gerou reações críticas por parte dos EUA. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, emitiu um comunicado condenando a situação, afirmando que vai contra a ideia de eleições competitivas e inclusivas.

Em nota publicada na última terça-feira (26), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil também disse acompanhar "com expectativa e preocupação" o pleito venezuelano. "Com base nas informações disponíveis, observa que a candidata indicada pela Plataforma Unitaria, força política de oposição, e sobre a qual não pairavam decisões judiciais, foi impedida de registrar-se, o que não é compatível com os acordos de Barbados. O impedimento não foi, até o momento, objeto de qualquer explicação oficial". O próprio presidente Lula (PT) também fez críticas à condução do processo eleitoral pelas autoridades venezuelanas.

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