China oferece estabilidade energética a Taiwan caso ilha aceite reunificação pacífica
Declaração ocorre em meio aos impactos das agressões dos EUA e Israel no Oriente Médio sobre o abastecimento de energia
247 - A China afirmou nesta quarta-feira (18) que está disposta a garantir estabilidade energética a Taiwan caso a ilha aceite a proposta de reunificação com Pequim. Segundo o porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan, Chen Binhua, a chamada "reunificação pacífica" ampliaria a proteção à segurança energética e de recursos do território, com o respaldo de uma "pátria forte". Ele declarou: "Estamos dispostos a fornecer aos compatriotas de Taiwan energia e segurança de recursos estáveis e confiáveis, para que possam viver vidas melhores". As informações são da agência Reuters.
A declaração foi feita em resposta a questionamentos sobre o abastecimento de energia de Taiwan durante a guerra no Oriente Médio. Não houve resposta imediata do governo de Taiwan às falas de Pequim. Taipé rejeita as reivindicações chinesas e afirma que apenas o povo da ilha pode decidir seu futuro. Durante reunião de seu partido, o Partido Progressista Democrático, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, reiterou que o fornecimento de energia está assegurado para este mês e para o próximo.
O mandatário afirmou que, a partir de junho, mais gás dos Estados Unidos será importado. "Taiwan adotou uma abordagem estratégica diversificada e de múltiplas fontes para as importações de energia", disse, segundo comunicado partidário.
Impactos do conflito no Oriente Médio
Taiwan recebia cerca de um terço de seu gás natural liquefeito do Catar e não importa energia da China. O governo taiwanês afirmou ter garantido suprimentos alternativos para os próximos meses, incluindo fornecimentos dos EUA, seu principal apoiador internacional. A proposta chinesa ocorre em meio à preocupação global com o abastecimento de energia devido às agressões estadunidenses e de Israel ao Irã e às interrupções nas rotas marítimas pelo estreito de Hormuz.
A China, maior importadora de petróleo do mundo, também anunciou a suspensão das exportações de combustíveis até pelo menos o fim de março, com o objetivo de evitar escassez interna. Pequim mantém a oferta de "um país, dois sistemas" como modelo de autonomia para Taiwan, proposta que não conta com o apoio de grandes partidos políticos da ilha, fortemente aliada aos EUA.

