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CIA ajudou a identificar reunião de líderes iranianos

Operação combinada entre Estados Unidos e Israel resultou na morte de altos oficiais iranianos e expôs falhas na proteção da liderança de Teerã

Manifestantes protestam contra assassinato do aiatolá Ali Khamenei em Teerã (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

247 - O assassinato do aiatolá Ali Khamenei e de altos comandantes iranianos foi resultado de uma operação coordenada entre Estados Unidos e Israel, amparada por informações detalhadas da CIA sobre uma reunião estratégica em Teerã. As informações foram reveladas em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Estadão.

De acordo com a apuração, a agência de inteligência norte-americana vinha monitorando há meses os deslocamentos e padrões de movimentação do líder supremo iraniano. O avanço decisivo ocorreu quando a CIA identificou que uma reunião de alto escalão aconteceria em um complexo no centro da capital iraniana — local que abriga os escritórios da presidência, do líder supremo e do Conselho de Segurança Nacional do país.

Com a confirmação de que Khamenei estaria presente no encontro, Estados Unidos e Israel decidiram alterar o cronograma do ataque. A ofensiva, inicialmente prevista para ocorrer durante a noite, foi antecipada para a manhã de sábado, aproveitando a concentração de autoridades no mesmo perímetro.

Cerca de duas horas após a decolagem dos caças, por volta das 9h40 no horário local, mísseis de longo alcance atingiram o complexo. Segundo um oficial de defesa israelense, em mensagem analisada pelo New York Times, “o ataque desta manhã foi realizado simultaneamente em vários locais em Teerã, em um dos quais se reuniram figuras importantes do escalão político-securitário do Irã”. O mesmo oficial afirmou que Israel conseguiu obter uma “surpresa tática” apesar dos preparativos iranianos para um possível conflito.

A agência estatal IRNA confirmou neste domingo (1º), a morte de dois militares de alta patente: o contra-almirante Shamkhani e o major-general Pakpour. Outras instalações associadas à liderança de inteligência iraniana também foram atingidas posteriormente. Segundo pessoas informadas sobre a operação, embora o principal chefe de inteligência tenha escapado, a cúpula das agências foi fortemente atingida.

A rápida eliminação de integrantes do alto escalão iraniano evidenciou o nível de coordenação entre Washington e Tel Aviv, além da capacidade de compartilhamento de dados estratégicos. Fontes ouvidas sob condição de anonimato afirmaram que a CIA forneceu informações de “alta fidelidade” sobre a localização de Khamenei no momento do ataque.

O monitoramento teria sido aprimorado após a guerra de 12 dias ocorrida no ano anterior. Um ex-funcionário dos Estados Unidos afirmou que, durante aquele conflito, os serviços de inteligência ampliaram o conhecimento sobre os métodos de comunicação e deslocamento do líder supremo e da Guarda Revolucionária Islâmica sob pressão militar.

Em Teerã, o presidente do conselho de liderança provisório estabelecido após a morte de Khamenei, Masoud Pezeshkian, declarou que a nova estrutura já iniciou seus trabalhos e reiterou promessas de retaliação. Segundo ele, o país manterá suas diretrizes políticas e estratégicas diante da ofensiva externa.

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