Papa Leão XIV pede que armas sejam depostas e condena conflitos em mensagem de Páscoa no Vaticano
Pontífice faz apelo global por diálogo e critica banalização da violência
Brasil de Fato - Neste domingo de Páscoa (5), o Papa Leão 14 celebrou a Urbi et Orbi, bênção mais solene proferida por um pontífice, e fez um pedido de paz em um contexto mundial de guerras e escalada de conflitos. Na sacada da Brasília de São Pedro, o papa celebrou a Missa da Ressurreição junto a milhares de fiéis e discursou a Mensagem de Páscoa para o Mundo, fazendo pedido “não [por] uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo”.
Em sua primeira missa de Páscoa desde que foi designado papa, Leão 14 fez críticas à banalização da violência. Ele disse que nos habituamos “à violência, resignamo-nos a ela e tornamo-nos indiferentes”. “Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos.”
Em um momento marcado por conflitos mundiais, como a guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e o prolongado massacre de Israel contra a Palestina, o pontífice dedicou sua mensagem à defesa da paz. Dirigindo-se aos líderes internacionais, pediu: “Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”
Esta não é a primeira vez que o papa critica o conflito. Em 29 de março, na missa de Domingo de Ramos, que abre a semana de Páscoa, ele disse que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras e que eles têm “mãos cheias de sangue”.
Leão 14 fez saudações em dez idiomas. Em português, disse “Feliz Páscoa! Levai a todos a alegria do Senhor Ressuscitado e presente entre nós”. Ele encerrou a celebração convocando os fiéis para uma vigília de oração pela paz que será celebrada também na Basílica de São Pedro, no próximo sábado, 11 de abril.

