Entidades médicas dos EUA acionam Justiça contra política de vacinas de Robert F. Kennedy Jr
Ação contesta mudanças do governo de Donald Trump no calendário de vacinação infantil e em comitê federal
247- Grandes entidades médicas dos Estados Unidos acionaram a Justiça para tentar impedir mudanças nas diretrizes nacionais de vacinação infantil promovidas pelo governo de Donald Trump. A ação questiona medidas adotadas pelo Departamento de Saúde sob comando do secretário Robert F. Kennedy Jr, que incluem alterações no calendário nacional de imunização e mudanças na composição de um comitê consultivo federal sobre vacinas. As informações são da Reuters.
Advogados da American Academy of Pediatrics e de outros grupos afirmaram ao juiz federal Brian Murphy que autoridades de saúde atuaram de forma ilegal ao alterar políticas nacionais de imunização para atender objetivos políticos, com possível impacto negativo na saúde pública. Um advogado das entidades afirmou: "Isto é um perigo claro e imediato para a saúde pública".
Calendário de vacinas é reduzido
Segundo os argumentos apresentados, a principal medida questionada ocorreu quando o Centers for Disease Control and Prevention publicou, em 5 de janeiro, um novo calendário de imunização que reduziu para 11 o número de vacinas infantis recomendadas rotineiramente e rebaixou outras seis.
A decisão retirou a recomendação ampla de vacinação infantil contra doenças como rotavírus, influenza e hepatite A. No novo modelo, pais devem consultar profissionais de saúde por meio do que a agência classificou como decisão clínica compartilhada. O órgão informou que as seguradoras continuarão cobrindo os custos das vacinas.
Comitê consultivo teve especialistas substituídos
Os advogados afirmaram ainda que a mudança ocorreu após a substituição dos 17 especialistas independentes do comitê consultivo federal responsável por orientar práticas de vacinação no país. A troca foi ordenada por Robert F. Kennedy Jr..
Durante a audiência, o juiz questionou se poderia considerar impactos mais amplos das mudanças na saúde pública. O juiz não tomou decisão imediata e indicou que precisa julgar o caso em prazo curto devido à proximidade da reunião do comitê consultivo, prevista para o fim de fevereiro.
Representando o governo, um advogado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que o Departamento de Saúde não conduz agenda antivacina e defendeu a autoridade do governo para revisar políticas após suposta queda da confiança pública em vacinas depois da pandemia de covid-19.


