Ex-presidente sul-coreano é condenado à prisão perpétua por insurreição
Decisão judicial responsabiliza ex-chefe de Estado por tentativa de impor lei marcial em dezembro de 2024
247 - Um tribunal da Coreia do Sul declarou nesta quinta-feira (19) o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua por liderar uma insurreição ao tentar instaurar a lei marcial no país em dezembro de 2024. A decisão marca um desdobramento relevante na crise política que envolveu a breve e fracassada medida adotada durante seu governo.
As informações foram divulgadas pela agência Reuters, que acompanha o caso desde a abertura do processo judicial. Segundo a reportagem, o tribunal concluiu que Yoon esteve à frente da tentativa de impor a lei marcial, iniciativa que acabou sendo revertida e desencadeou investigações sobre possível afronta à ordem constitucional.
O julgamento ocorreu em meio a grande atenção pública e cobertura intensa da imprensa sul-coreana. Em Seul, cidadãos acompanharam pela televisão as atualizações sobre o veredicto, que responsabiliza formalmente o ex-presidente por sua conduta no episódio de dezembro de 2024.
A tentativa de decretação da lei marcial, à época, provocou forte repercussão política e institucional no país asiático. A medida foi considerada controversa e acabou sendo revertida, dando origem a questionamentos jurídicos que culminaram no processo agora concluído.
Com a decisão, o tribunal estabelece que a iniciativa liderada por Yoon configurou insurreição, conforme a legislação sul-coreana. O caso representa um momento significativo na história política recente da Coreia do Sul, ao envolver a responsabilização judicial de um ex-chefe de Estado por atos praticados durante o exercício do cargo.


