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Procuradoria pede pena de morte para ex-presidente da Coreia do Sul

Yoon Suk Yeol é acusado de tentar impor lei marcial e assumir controle dos poderes durante crise política que marcou 2025

O presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol faz um discurso para declarar a lei marcial em Seul, Coreia do Sul, em 3 de dezembro de 2024 (Foto: Gabinete Presidencial/Divulgação via REUTERS)

247 - A Promotoria da Coreia do Sul solicitou nesta terça-feira (13) a aplicação da pena de morte ao ex-presidente de extrema direita Yoon Suk Yeol, acusado de liderar uma tentativa de insurreição ao buscar impor a lei marcial enquanto ainda ocupava o cargo. O pedido foi apresentado durante a audiência final do julgamento realizado em Seul, que analisa as ações do ex-mandatário no contexto da crise institucional que abalou o país em 2025.

Segundo a agência sul-coreana Yonhap, os promotores classificaram Yoon como o “líder da insurreição” e sustentaram que ele tentou se manter no poder ao avançar sobre atribuições do Judiciário e do Legislativo. “Promotores especiais solicitaram a pena de morte para o ex-presidente Yoon, apontado como o ‘líder da insurreição’”, informou a Yonhap durante a sessão no Tribunal Distrital de Seul.

De acordo com os investigadores de um painel independente, Yoon teria articulado medidas excepcionais com o objetivo de consolidar sua permanência no comando do país, o que configuraria uma tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente, de 65 anos, foi destituído e preso em 2025 após o fracasso da iniciativa de decretar a lei marcial, episódio que aprofundou a instabilidade política na Coreia do Sul ao longo de quase todo o ano.

A defesa de Yoon nega as acusações e sustenta que o decreto de lei marcial não teria como objetivo uma implementação plena, mas funcionaria como um alerta para romper o impasse político então existente. O ex-presidente também alegou que a medida seria necessária para conter a atuação de supostos agentes pró-Coreia do Norte, argumento que, segundo as autoridades, não encontrou respaldo em evidências concretas.

A Corte Constitucional sul-coreana ainda analisa o caso em paralelo, enquanto a sentença do julgamento por insurreição deve ser anunciada em fevereiro, conforme informou a agência Associated Press. A Coreia do Sul tem um histórico marcado por intervenções militares e golpes de Estado, o que torna o processo acompanhado de perto pela sociedade e por observadores internacionais.

Após a destituição de Yoon Suk Yeol, o país realizou novas eleições presidenciais, das quais saiu vencedor Lee Jae-myung. O novo presidente assumiu com a promessa de restaurar a estabilidade institucional e conduzir a recuperação política e econômica, em meio aos desdobramentos de uma das mais graves crises democráticas da história recente sul-coreana.

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