Golpistas prendem líder cocaleira na Bolívia

Presidente da Adepcoca filiada ao MAS, Elena Flores, foi presa na manhã desta quarta, 4. Advogado denuncia manipulação e fraude

Elena Flores, dirigente cocaleira da Bolívia
Elena Flores, dirigente cocaleira da Bolívia (Foto: Freddy Barragán / Página Siete)
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247 - Líder cocaleira boliviana e presidente da Adepcoca (Associação Departamental de Produtores de Coca dos Yungas de La Paz), Elena Flores, filiada ao partido de Evo Morales, Movimiento al Socialismo (MAS), foi presa na manhã desta quarta-feira, 4, acusada de ter invadido e destruído o centro de saúde da associação.

O advogado de Flores afirmou que a investigação foi manipulada, com provas falsas, para que o Ministério Público do país pudesse emitir ordem de detenção contra ela, informa o jornal Los Tiempos.

Para a rádio Fides, o jurista declarou que a perseguição começou em julho do ano passado, antes do golpe contra Evo Morales, depostos pelos militares. A informação demonstra que a direita já estava se organizando, antes mesmo de terem perdido as eleições, para iniciar uma campanha contra as lideranças dos movimentos sociais.

O Diário Causa Operária denunciou que “após a direita fraudar as eleições, os golpistas prendem uma sindicalista do Movimento ao Socialismo (MAS) para, ao que tudo indica, entregar a entidade cocaleira aos seus subordinados”. 

A perseguição a lideranças dos movimentos sociais é uma peça importante para garantir a vitória da direita nas eleições que ocorrerão em maio deste ano. Morales, deposto ilegalmente pelos militares no ano passado, afirmou que os golpistas, para se garantir no poder, irão manipular as eleições. 

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