HOME > Mundo

Irã acusa uso de tecnologia da Starlink para fins terroristas no país

Representante iraniano na ONU afirma que terminais estariam sendo usados para sabotagem e pede desativação imediata dos equipamentos

O fundador da SpaceX e CEO da Tesla, Elon Musk, fala em uma tela durante o Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, ​​Espanha, 29 de junho de 2021 (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

247 - O embaixador e representante permanente do Irã junto às Nações Unidas (ONU) em Genebra, Ali Bahreini, denunciou o suposto uso de tecnologias da informação e comunicação com fins terroristas contra o país. A acusação foi formalizada em um documento oficial apresentado a uma comissão da ONU e divulgada por canais ligados à diplomacia iraniana247 - Segundo o relatório, autoridades iranianas afirmam que terminais de internet via satélite da Starlink, empresa pertencente à SpaceX, estariam sendo utilizados de forma ilegal dentro do território iraniano.  Os equipamentos serviriam para coordenar atos de sabotagem e promover a desestabilização de manifestações classificadas pelas autoridades como pacíficas. As informações são da TeleSur

No documento, Bahreini sustenta que o uso dessas tecnologias representa uma ameaça direta à soberania nacional e à segurança interna do país. A denúncia aponta que as plataformas de comunicação via satélite estariam sendo empregadas para facilitar ações consideradas terroristas, contornando os sistemas regulatórios e de controle de telecomunicações do Irã.

Ainda conforme o texto encaminhado à ONU, o Comitê de Regulamentação de Radiocomunicações fez um pedido formal à administração da Starlink para que as operações irregulares sejam interrompidas. O órgão solicitou que a empresa desative, “de manera inmediata”, as terminales que estariam funcionando sem autorização dentro do território iraniano.

O governo do Irã argumenta que a presença e o funcionamento desses equipamentos violam normas internacionais de telecomunicações e leis nacionais, além de contribuírem para a intensificação de tensões políticas e sociais no país. O documento também defende que empresas privadas que operam serviços globais de comunicação devem respeitar as legislações locais e os acordos internacionais vigentes.

Até o momento, não houve manifestação pública da SpaceX ou da Starlink sobre as acusações apresentadas pelo representante iraniano na ONU. O caso segue sob análise no âmbito das Nações Unidas e pode ampliar o debate internacional sobre o uso de tecnologias de comunicação em contextos de conflito e instabilidade política.