Israel intensifica agressão e ocupação do sul do Líbano se torna iminente
Em expansão militar, Israel enfrenta impasses para conter a resistência libanesa
247 - A possibilidade de uma invasão terrestre israelense no sul do Líbano ganha força em meio à escalada do conflito regional, marcada por ataques com mísseis do Irã e foguetes do Hezbollah contra Israel. O aumento dos ataques ocorre enquanto o país enfrenta simultaneamente confrontos diretos com Teerã, ampliando o risco de uma guerra em múltiplas frentes no Oriente Médio.
Segundo informações da Al Jazeera, a ofensiva recente do Irã teve menor intensidade em número de mísseis, mas o Hezbollah manteve a pressão constante na fronteira norte de Israel, com ataques que já resultaram em pelo menos uma morte na quinta-feira (26).
A correspondente Nida Ibrahim, reportando de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, destaca que a estratégia israelense no sul do Líbano tem sido alvo de questionamentos, especialmente diante dos objetivos declarados pelo governo. Desde o início dos confrontos, o ministro da Defesa de Israel tem reiterado a intenção de criar uma zona de segurança dentro do território libanês.
Esse plano inclui a convocação de reservistas e a ocupação de áreas estratégicas no sul do Líbano. Em diferentes momentos, autoridades israelenses indicaram que essa zona poderia se estender até o rio Litani ou mesmo avançar mais ao norte, chegando a abranger cerca de 15% do território libanês.
A ampliação da presença militar terrestre ocorre em um contexto de intensa pressão interna em Israel, onde milhões de pessoas têm buscado abrigo devido aos bombardeios iranianos. A continuidade dos ataques tem interrompido a rotina da população e aumentado a sensação de insegurança.
Apesar da postura ofensiva, há preocupações dentro do próprio aparato de defesa israelense sobre os custos e a eficácia de uma invasão terrestre. Avaliações internas indicam que objetivos como o enfraquecimento ou desarmamento do Hezbollah dificilmente seriam alcançados apenas por meio de uma operação militar em solo.
Autoridades de defesa israelenses reconhecem que um eventual acordo com o governo libanês seria necessário para atingir tais metas. No entanto, no cenário atual, não há sinais de avanço diplomático que possam reduzir as tensões ou evitar uma escalada ainda maior do conflito.
A combinação de ataques contínuos, pressão militar e ausência de negociações efetivas mantém a região em estado de alerta, com o risco crescente de uma ofensiva terrestre de maiores proporções nos próximos dias.


