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Jornalista é assassinada durante ataque israelense no Sul do Líbano

Ataque israelense no sul do Líbano mata jornalista e fere outra em meio a denúncias de violação do cessar-fogo e do direito internacional

Amal Khalil (Foto: Prensa Latina )

247 - Uma jornalista foi morta e outra ficou gravemente ferida após um ataque israelense no sul do Líbano, em meio a crescentes denúncias de violações do cessar-fogo vigente na região. O episódio ocorre enquanto persistem tensões militares e esforços diplomáticos para conter o conflito entre Líbano e Israel.

De acordo com informações divulgadas pela agência Prensa Latina, a vítima fatal foi identificada como Amal Khalil, enquanto a também jornalista Zeinab Faraj sofreu ferimentos graves. A Defesa Civil Libanesa informou que equipes de resgate conseguiram recuperar o corpo de Khalil após operações realizadas com apoio do exército libanês e da Cruz Vermelha local.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, condenou o ataque e classificou a ação como "um crime atroz e uma violação flagrante do direito internacional humanitário". A declaração reforça a preocupação das autoridades com a segurança de profissionais da imprensa em áreas de conflito.

Segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa, as forças israelenses teriam dificultado o trabalho das equipes de emergência ao bloquear o acesso à área atingida. Relatos indicam que a estrada entre Al-Tayri e Haddatha foi alvo de ataques, prejudicando a evacuação das vítimas. Um veículo da Cruz Vermelha que transportava a jornalista ferida também foi atingido por disparos, agravando a situação.

Apesar do acordo de cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, as operações militares israelenses continuam no sul do Líbano. No sexto dia da trégua, pelo menos seis pessoas morreram, além de registros de danos a residências e locais de culto.

O cessar-fogo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com duração inicial de 10 dias e possibilidade de prorrogação. Ainda assim, autoridades libanesas denunciam violações diárias por parte de Israel.

Antes da trégua, Israel havia iniciado uma ofensiva militar em 2 de março que, segundo dados oficiais, resultou em mais de 2.400 mortos, milhares de feridos e mais de um milhão de deslocados. O cenário integra um contexto mais amplo de instabilidade regional, com presença militar israelense no sul do Líbano, em territórios palestinos e em partes da Síria.

A escalada da violência ocorre paralelamente a tentativas internacionais de mediação e a apelos por uma solução baseada nas resoluções das Nações Unidas, que buscam pôr fim ao prolongado conflito na região.

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