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Hezbollah ataca alvos em Israel e denuncia 220 violações de cessar-fogo

Movimento de resistência reage a bombardeio no sul do Líbano e acusa Israel de descumprir acordo com ataques e destruição de infraestrutura civil

Bandeiras do Hezbollah e de Israel (Foto: Dado Ruvic / Reuters)

247 - O Hezbollah lançou uma operação militar contra posições israelenses em Kfar Giladi, no norte de Israel, em resposta a um bombardeio recente no sul do Líbano e às sucessivas violações do cessar-fogo. A ação envolveu foguetes e drones e, segundo o grupo, foi motivada por ataques anteriores e pela destruição de áreas civis, incluindo casas e pontes, que teriam provocado deslocamento forçado de მოსახლadores.

As informações foram divulgadas pela rede Telesur, com base em dados de agências e comunicados do próprio movimento libanês. De acordo com a reportagem, o Hezbollah afirma que a ofensiva é uma resposta direta a 220 violações do acordo de cessar-fogo atribuídas a Israel desde a entrada em vigor da trégua.

Segundo o Hezbollah, o ataque também foi uma reação ao bombardeio na cidade de Yahmor Al Shaqif, no sul do Líbano. Em comunicado, a organização destacou que sua atuação se baseia no direito de resistir à ocupação e de conter avanços militares na região. O Hezbollah ressaltou ainda que sua “paciência não é infinita”, indicando a possibilidade de novas respostas caso os ataques persistam.

A imprensa israelense confirmou dois episódios na fronteira norte no mesmo dia: o lançamento de foguetes contra posições israelenses e o envio de um drone em direção ao território, que teria sido interceptado antes de cruzar a fronteira.

Dados do Centro Nacional de Alerta Precoce e Desastres Naturais do Líbano apontam que, entre a meia-noite de quinta-feira e o meio-dia de domingo (19), foram registradas 220 violações do cessar-fogo. Entre os incidentes, estão 52 ataques de artilharia, 15 ocorrências com metralhadoras e sete explosões com bombas.

Em meio à escalada de tensões, o secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, reiterou que o movimento de resistência responderá a qualquer violação do acordo. Paralelamente, autoridades libanesas denunciam a intensificação de ações militares israelenses no sul do país, incluindo demolições de infraestrutura civil em vilarejos próximos à fronteira.

Segundo as mesmas informações, Israel estaria utilizando o cessar-fogo para consolidar uma zona militar que avança entre dois e oito quilômetros dentro do território libanês. Essa área, estimada em cerca de 500 quilômetros quadrados, teria restrições à circulação e acesso da população civil, além de registrar continuidade de ataques e destruição.

O cenário mantém a instabilidade na região, com acusações mútuas e risco de ampliação do conflito, mesmo diante de um acordo formal de cessação das hostilidades.

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