Kremlin diz que referendo na Ucrânia pode "minar" chances de fim da guerra
Colocar os termos de paz em votação popular na Ucrânia prejudicará as negociações, disse Moscou
RT - A Rússia disse que a ideia de Kiev de colocar os termos do acordo de paz em um referendo só prejudicará as negociações em andamento.
"Estamos convencidos de que colocar [os termos] diante do público neste momento só pode minar as negociações que já estão muito mais lentas e são menos substanciais do que queremos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta terça-feira (22).
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu anteriormente que os termos de paz de importância “histórica” podem ser objeto de um referendo. "As pessoas terão que responder a certos... compromissos", disse ele a repórteres na segunda-feira (21), acrescentando que os detalhes ainda dependem de conversas com Moscou.
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Zelensky reiterou que Kiev estava buscando garantias de segurança da Rússia e do Ocidente. Moscou, enquanto isso, disse que queria que a Ucrânia se tornasse oficialmente um país neutro, renunciando à sua tentativa de ingressar na Otan, um bloco militar liderado pelos EUA que a Rússia vê como uma ameaça.
Moscou disse ainda que queria a “desmilitarização” e “desnazificação” da Ucrânia, bem como que Kiev reconhecesse a Crimeia como parte da Rússia e as repúblicas de Donetsk e Lugansk como estados independentes.
A Crimeia, povoada predominantemente por falantes de russo, votou para deixar a Ucrânia e se juntar à Rússia logo após o golpe de 2014 em Kiev. As repúblicas de Donetsk e Lugansk se separaram da Ucrânia no mesmo ano.
Moscou atacou a Ucrânia em 24 de fevereiro, após um impasse de sete anos sobre o fracasso de Kiev em implementar os acordos de cessar-fogo de Minsk com as repúblicas separatistas e o eventual reconhecimento da Rússia de sua independência. Os acordos mediados internacionalmente destinavam-se a organizar as autonomias de Donetsk e Lugansk na Ucrânia.
Kiev diz que a ofensiva russa foi completamente espontânea e negou as alegações de que planejava retomar as duas repúblicas pela força.
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