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Líder do Hezbollah rejeita desarmamento e diz que resistência é dever nacional no Líbano

Naim Qassem afirma que o grupo não busca guerra, mas garante estar pronto para defender o Lìbano

Lebanon's Hezbollah deputy leader Sheikh Naim Qassem speaks during an interview with Reuters in in Beirut's suburbs, June 6, 2022. REUTERS/Aziz Taher (Foto: AZIZ TAHER)

247 - O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, voltou a rejeitar qualquer proposta de desarmamento do movimento e reafirmou que a responsabilidade pela resistência no Líbano deve ser compartilhada entre o Estado, o Exército e o povo. Em discurso televisionado transmitido de Beirute, ele afirmou que defender o país é um dever nacional e criticou duramente a postura do governo libanês diante das ameaças externas.

A declaração foi feita durante um evento em memória do aniversário de líderes mortos do movimento, informa a Telesur. 

No pronunciamento, Qassem insistiu que a resistência libanesa não se limita a uma dimensão local e definiu o movimento como parte de um projeto mais amplo. Segundo ele, a Resistência é “nacional, pan-árabe, islâmica e humanitária”, princípios que, em sua visão, estariam ligados à identidade política e social do país.

Ao abordar diretamente o risco de uma escalada militar, o líder do Hezbollah negou que o grupo tenha interesse em iniciar um conflito, mas afirmou que não aceitará imposições. “No Hezbollah, não queremos nem buscamos a guerra; mas não nos renderemos e estamos prontos para nos defender”, declarou.

Qassem também diferenciou o que chamou de enfrentamento a uma agressão e a iniciativa de iniciar uma guerra, enfatizando que o movimento não aceitará ameaças como instrumento de pressão. Em tom de advertência, disse que o grupo está preparado para responder a eventuais ataques. “Eles podem nos infligir dor, mas nós também podemos infligir dor a eles. Não subestimem nossa defesa quando chegar a hora”, afirmou.

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