Lula cobra de Biden o fim do bloqueio em relação a Cuba

Ex-presidente Lula cobrou que os países que defendem a soberania votem nesta quarta-feira, na ONU, pelo fim do bloqueio dos EUA contra Cuba que já dura 60 anos. "Espero que Biden demonstre uma postura realmente diferente em sua gestão", disse

Lula e Joe Biden
Lula e Joe Biden (Foto: PT.org / Reuters)
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247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (23) que o presidente Joe Biden atue pelo fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, que já dura mais de 60 anos.

"Hoje os países que defendem a soberania e a autodeterminação dos povos têm a oportunidade de votar pelo fim do inexplicável bloqueio que os EUA mantêm contra Cuba há 60 anos, aprofundado na era Trump. Espero que Biden demonstre uma postura realmente diferente em sua gestão", disse Lula pelo Twitter.

O bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba causou danos à economia da ilha, atingindo as condições de vida da população que, apesar disso, resistiu às sanções imperialistas. Por seu caráter extraterritorial e violador do direito internacional e da carta das Nações Unidas, o bloqueio gerou a condenação praticamente unânime da comunidade internacional.

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A resolução foi apresentada por Cuba ano passado, contendo a análise dos prejuízos, das injustiças cometidas e, em última instância, crimes contra a humanidade. A preços correntes, segundo o documento, os prejuízos acumulados em seis décadas alcançaram a cifra de US$ 1 bilhão. O bloqueio é ainda mais prejudicial neste momento de pandemia, que afeta a região caribenha.

O embaixador Pedro Monzón, cônsul geral de Cuba em São Paulo, escreveu nesta quarta-feira (23) na Folha de S.Paulo artigo sobre o bloqueio estadunidense a Cuba, que mais uma vez será julgado pela Assembleia Geral da ONU. Para o diplomata, o efeito do bloqueio é "genocida".

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"Em 28 ocasiões consecutivas o bloqueio a Cuba foi reprovado pela imensa maioria dos países que integram a Assembleia Geral da ONU (AGNU) e também por diversos Parlamentos, personalidades e grupos de solidariedade no mundo",  escreve Monzón.

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