Lula presta solidariedade ao Papa Leão XIV após ataques de Trump
“A história tem demonstrado que mais vale um coração repleto de amor ao próximo que o poder das armas e do dinheiro”, disse o presidente
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao papa Leão XIV em meio à tensão provocada por críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao líder da Igreja Católica, reforçando a defesa da paz e do diálogo diante de conflitos internacionais.
Lula se pronunciou por meio de um vídeo em que também saudou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pela realização da 62ª assembleia-geral. Na declaração, o presidente brasileiro destacou valores humanitários e criticou ataques a líderes que defendem causas sociais.
“Eu quero manifestar minha mais profunda solidariedade ao papa Leão XIV. Ao longo da história da humanidade, defensores da paz e dos oprimidos têm sido atacado por poderosos que se julgam divindades ao ser adorada pelos simples mortais”, afirmou Lula. Em seguida, acrescentou: “A mesma história tem demonstrado que mais vale um coração repleto de amor ao próximo que o poder das armas e do dinheiro”.
Embora não tenha citado diretamente Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, a fala ocorre em um contexto de críticas públicas do líder norte-americano ao pontífice. Nos últimos dias, Trump classificou o papa como “fraco” e “péssimo em política externa” em publicações nas redes sociais, após o religioso defender cessar-fogo e soluções diplomáticas para conflitos no Oriente Médio e para a crise envolvendo o Irã.
O presidente dos EUA também afirmou que não deseja “um papa que critique os Estados Unidos” e declarou que Leão XIV estaria no cargo por ser norte-americano e por, segundo ele, auxiliar a Igreja em sua relação com o governo americano. Em outra postagem, Trump chegou a divulgar uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparecia como Jesus Cristo, conteúdo que foi posteriormente apagado.
Em resposta, o papa Leão XIV afirmou que não teme o governo Trump e reiterou que continuará defendendo a paz. Segundo o Vaticano, o pontífice reforçou que a missão da Igreja é promover o diálogo e rejeitar a violência, mesmo diante de pressões políticas.


