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Ministros das Relações Exteriores do G7 assumem risco de derrota da Ucrânia

A Ucrânia está enfrentando uma escassez de munição, com o financiamento vital dos Estados Unidos bloqueado pelos republicanos no Congresso

A explosão no mercado de Kostiantynivka fez pelo menos 16 mortos e três dezenas de feridos (Foto: REUTERS/State Emergency Service of Ukrai)
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CAPRI, Itália (Reuters) - Os ministros das Relações Exteriores dos países do G7 alertaram nesta quinta-feira que a Ucrânia corre o risco de ser derrotada pela Rússia, a menos que receba mais equipamentos de defesa aérea, e Kiev pede uma mudança na estratégia ocidental em relação à guerra.

Mais de dois anos após a invasão em grande escala da Rússia, a Ucrânia está enfrentando uma escassez de munição, com o financiamento vital dos Estados Unidos bloqueado pelos republicanos no Congresso por meses e a União Europeia não conseguindo entregar munições suficientes a tempo.

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Os ministros do G7 iniciaram o segundo dia de discussões na ilha italiana de Capri abordando a crise do Oriente Médio e voltarão sua atenção para a Ucrânia nesta quinta-feira, quando receberão o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia.

O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, que participa do encontro do G7 ao lado de seus homólogos de EUA, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Japão e Canadá, pediu aos países do bloco europeu que entreguem sistemas de defesa aérea para ajudar a Ucrânia a proteger suas cidades da Rússia, que tem como alvo a infraestrutura ucraniana.

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"Caso contrário, o sistema de eletricidade da Ucrânia será destruído. E nenhum país pode lutar sem ter eletricidade em casa, nas fábricas, online, para tudo", disse ele aos repórteres no início da sessão desta quinta-feira.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que o Ocidente tem uma atitude diferente em relação a Israel do que seu próprio país, observando que quando o Irã lançou mísseis e drones em direção a Israel no sábado, as forças nortes-americanas, britânicas e francesas ajudaram a derrubá-los.

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"A estratégia de nossos parceiros em Israel parece ser a de evitar danos e mortes. ... Nos últimos meses, a estratégia de nossos parceiros na Ucrânia parece ser a de nos ajudar a nos recuperarmos dos danos", disse ele antes das discussões em Capri.

"Portanto, nosso trabalho hoje é encontrar uma maneira de nossos parceiros criarem um mecanismo que nos permita também evitar a morte e a destruição na Ucrânia."

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Disputas políticas internas nos EUA têm adiado a entrega de ajuda necessária para a Ucrânia no valor de 60,84 bilhões de dólares, mas a Câmara dos Deputados pode finalmente votar o pacote neste fim de semana, trazendo alguma esperança para os ministros do G7.

"Nesses tempos turbulentos, é um sinal de esperança que agora há indicações dos republicanos nos EUA de que o apoio à Ucrânia pode ser continuado intensamente", disse a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, em uma coletiva de imprensa em Capri.

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Kuleba disse que espera obter promessas imediatas nesta semana sobre a entrega de mais sistemas de defesa aérea Patriot e SAMP/T e também novas sanções ocidentais visando a produção de drones armados pelo Irã, que estão sendo exportados para a Rússia.

Na abertura das conversas desta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, disse que a questão das sanções ao Irã será abordada enquanto o Ocidente procura maneiras de penalizar Teerã por seu ataque contra Israel, mas também reiterou os apelos ocidentais para que Israel demonstre moderação.

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