"Novo aiatolá jamais aceitará rendição incondicional", diz Pepe Escobar
Jornalista afirma que Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo líder supremo do Irã e diz que sucessor tem apoio da Guarda Revolucionária
247 - O jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar afirmou que o novo líder supremo do Irã não aceitará uma “rendição incondicional” diante de pressões externas após a morte do aiatolá Ali Khamenei. A declaração foi feita nas redes sociais ao comentar a sucessão no comando da República Islâmica.
Segundo Escobar postou no X, Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo que morreu em 28 de fevereiro após quase 40 anos no poder, foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para assumir o cargo mais importante do regime iraniano.
"Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do Irã, escolhido pela Assembleia de Especialistas. Eu já havia adiantado isso aqui no X no início da semana passada, com base em informações de alto nível vindas de Teerã. Ele foi o principal candidato desde o início, com total apoio da Guarda Revolucionária Islâmica. Nascido em 1969 em Mashhad."
De acordo com o jornalista, a informação teria sido antecipada por ele ainda na semana passada com base em fontes em Teerã. Escobar afirma que Mojtaba já era considerado o principal nome para suceder o pai e contava com forte apoio da Guarda Revolucionária Islâmica, uma das instituições mais poderosas do país.
O analista destacou que o novo líder deverá manter uma postura firme diante de adversários internacionais.
“Novo aiatolá jamais aceitará rendição incondicional”, escreveu Pepe Escobar ao comentar o cenário político após a sucessão.
O Irã informou neste domingo que a Assembleia de Especialistas, órgão composto por 88 membros responsável por escolher o líder supremo, chegou a um consenso sobre o sucessor de Ali Khamenei. A escolha, segundo autoridades iranianas, levou em conta uma orientação deixada pelo antigo líder.
De acordo com fontes do governo iraniano, Khamenei teria recomendado que seu substituto fosse alguém que “fosse odiado pelo inimigo”, em referência aos adversários do regime.


