O mundo saúda cessar-fogo entre EUA e Irã e cobra paz duradoura
Trégua entre EUA e Irã abre caminho para negociações e gera pressão internacional por estabilidade no Oriente Médio
247 - O anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, com negociações de paz previstas para começar em Islamabad, no Paquistão, na sexta-feira (10), foi recebido com expectativa pela comunidade internacional, que agora pressiona por estabilidade duradoura no Oriente Médio. A trégua também inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo.
No Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores do Iraque afirmou que o cessar-fogo representa um passo relevante, mas alertou para a necessidade de compromisso efetivo entre as partes. Em nota, o órgão declarou que é essencial “total comprometimento com o cessar-fogo e de abstenção de qualquer escalada do conflito”, destacando a importância de priorizar a diplomacia.
O Egito também classificou o acordo como uma oportunidade crucial para avançar nas negociações. Em comunicado, o governo egípcio afirmou que a trégua “representa uma oportunidade muito importante que deve ser aproveitada para abrir espaço para negociações, diplomacia e diálogo construtivo”, além de defender o respeito à liberdade de navegação internacional.
Omã elogiou a trégua e reconheceu o papel do Paquistão na mediação. O país reforçou a necessidade de intensificar os esforços diplomáticos para alcançar uma solução definitiva. Segundo o ministério omanense, é fundamental avançar rumo a “uma cessação permanente do estado de guerra e das hostilidades na região”.
No cenário global, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que todas as partes respeitem os termos do acordo “para abrir caminho para uma paz duradoura e abrangente na região”. Ele enfatizou ainda que o fim das hostilidades é urgente para proteger civis e reduzir o sofrimento humanitário.
Na Ásia, o Japão classificou o cessar-fogo como um movimento positivo, enquanto a Indonésia defendeu o respeito à soberania e à integridade territorial de ambos os países. A chancelaria indonésia também pediu investigação sobre a morte de três soldados de paz do país no Líbano.
A Malásia destacou que o acordo representa um avanço significativo rumo à estabilidade regional, ao mesmo tempo em que alertou para a necessidade de cumprimento integral dos termos da trégua. O governo malaio também advertiu contra ações provocativas que possam comprometer a segurança energética global.
Já a Austrália relacionou diretamente o conflito aos impactos econômicos globais, afirmando que a guerra tem causado “choques sem precedentes no fornecimento de energia” e afetado preços de combustíveis. Autoridades australianas ressaltaram que a continuidade do conflito ampliaria tanto os danos econômicos quanto o custo humano.
Na Oceania, a Nova Zelândia considerou a trégua encorajadora, mas destacou que ainda há um longo caminho a percorrer para garantir uma solução definitiva. O chanceler Winston Peters afirmou que será necessário trabalho adicional para consolidar um cessar-fogo duradouro.
Na Europa, o chanceler alemão Friedrich Merz elogiou o acordo e reforçou a importância de negociações diplomáticas para alcançar o fim permanente da guerra. Já a Ucrânia saudou a trégua e o desbloqueio do Estreito de Ormuz, utilizando o momento para defender uma ação semelhante no conflito com a Rússia.
As reações internacionais evidenciam que, apesar do alívio imediato proporcionado pela trégua, há consenso global sobre a necessidade de transformar o cessar-fogo em uma solução duradoura que garanta estabilidade política, segurança energética e proteção às populações civis na região.


