Pentágono responde artigo de Pepe Escobar sobre aliança entre Turquia, Irã, Rússia e China

O jornalista Pepe Escobar publicou nesta quarta-feira (10) resposta que recebeu do Pentágono sobre sua última coluna no Asia Times, Sultan shines in the court of the Dragon King, em que aborda a aliança Turquia-Irã-Rússia-China

Jornalista Pepe Escobar e Pentágono, nos Estados Unidos
Jornalista Pepe Escobar e Pentágono, nos Estados Unidos

247 - Em artigo publicado no Asia Times na segunda-feira (8) - e traduzido no 247 -, o jornalista Pepe Escobar escreveu sobre a intenção do presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, de comprar o sistema russo de defesa antiaérea, movimento que desafiaria Washington e OTAN, e aliaria Ancara à Pequim e Moscou.

No artigo, Escobar afirma que a possibilidade da Turquia se afastar da OTAN e se aproximaar da parceria estratégica entre Rússia e China foi demonstrada, de várias maneiras, por Erdogan, em visita ao presidente chinês Xi Jinping, em Beijing, logo após o G20 em Osaka.

"Aparentemente, Erdogan acabou percebendo que a Nova Rota da Seda é a versão 2.0 da Antiga Rota da Seda, cujas caravanas ligavam, pelo comércio, o Império do Meio às várias terras do Islã – desde a Indonésia até a Turquia e desde o Irã até o Paquistão", explica Escobar, que nesta quarta-feira (10), em seu Facebook, informou que o Pentágono respondeu à coluna através de um de seus especialistas, enviando a resposta a uma fonte do jornalista.

Em tradução livre do inglês, a resposta do Pentágono diz:

"A Rússia e a China nunca foram aliadas. Não há perdas lá. A Turquia faz parte do renascimento islâmico e é inevitável que tenha que escolher o Ocidente ou o Oriente Islâmico. Essa assim chamada perda da Eurásia não é um desastre, mas o início da sanidade, onde começamos a reconhecer o que sempre foi a realidade. Enquanto a Rússia com a liderança certa poderia se unir ao Ocidente, a China nunca faria isso. A insatisfação russa com o Ocidente se deve exclusivamente à tentativa irrealista da Rússia de restaurar seu império. A Turquia é um microcosmo de um grande movimento no mundo com muitos desafios. A Turquia deve tomar essa decisão por si mesma e essa decisão está bem além de nossa capacidade de controle."

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