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Plano de Israel para realocação de palestinos enfrenta repúdio: “objetivo é empurrá-los para o Egito e torná-los refugiados”

Documento do governo de Israel revela proposta de realocação forçada de 2,2 mi de habitantes de Gaza para a Península do Sinai, no Egito: “plano é matar o maior número de pessoas”

Um homem palestino carrega uma menina ferida no local dos ataques israelenses, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, 14 de outubro (Foto: REUTERS/Yasser Qudih)

247 - Um documento vazado do Ministério da Inteligência de Israel trouxe à tona uma controversa proposta que cogita a realocação forçada de 2,2 milhões de habitantes de Gaza para a Península do Sinai, no Egito. De acordo com informações divulgadas pelo site "Calcalist" e reproduzidas por jornais israelenses, o plano propõe a criação de "cidades de barracas" permanentes no norte do Sinai para absorver a população palestina expulsa de suas terras. Além disso, sugere a instauração de uma zona tampão para impedir que os refugiados se aproximem da fronteira de Israel.

Em entrevista à TV Al Jazeeara, Aicha El Basri, do Centro Árabe de Pesquisa e Estudos Políticos, classificou a proposta como uma "campanha genocida", acusando Israel de buscar a morte em massa e a expulsão de mais de 2 milhões de palestinos para o Egito, transformando-os em refugiados. 

A notícia ganhou destaque quando a jornalista Sandra Cohen, em sua coluna no G1, compartilhou detalhes do documento, revelando os planos israelenses. No entanto, o presidente egípcio Abdel Fattah El-Sisi rejeitou veementemente a ideia de absorver a população palestina no Sinai, sinalizando a oposição do Egito ao plano proposto por Israel.