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Primeiro-ministro do Iêmen renuncia e é substituído pelo chanceler

O Iêmen tem sido, nos últimos meses, um foco de tensões crescentes entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos

Outdoors com imagens do Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, e de Aidarous al-Zubaidi, chefe do STC, grupo separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, em Aden, Iêmen, 30 de dezembro de 2025. (Foto: REUTERS/Fawaz Salman)

Reuters – O Conselho Presidencial de Liderança do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, aceitou a renúncia do primeiro-ministro Salem bin Breik e nomeou o ministro das Relações Exteriores, Shaya Mohsen Zindani, como novo primeiro-ministro do país, informou nesta quinta-feira (15) a agência estatal de notícias Saba.

Segundo a Saba, Bin Breik apresentou formalmente o pedido de renúncia, que foi aprovado pelo conselho, antes de Zindani ser encarregado de formar o próximo gabinete.

O Iêmen tem sido, nos últimos meses, um foco de tensões crescentes entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

Em dezembro, um grupo separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, o Conselho de Transição do Sul, assumiu o controle de áreas no sul e no leste do Iêmen, avançando até regiões próximas à fronteira saudita, o que o reino considerou uma ameaça à sua segurança nacional. Desde então, forças apoiadas pela Arábia Saudita retomaram, em grande parte, essas áreas.

Diferenças acentuadas sobre uma série de outras questões, que vão da geopolítica à produção de petróleo, também têm sido fonte de atrito entre as duas potências do Golfo.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos haviam atuado anteriormente juntos em uma coalizão que combatia os houthis, apoiados pelo Irã, na guerra civil do Iêmen, conflito que desencadeou uma das piores crises humanitárias do mundo.

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