Processado por crimes de guerra e corrupção, Netanyahu chama Erdogan de “ditador antissemita”
Premiê israelense reage a Erdogan depois de presidente turco acusar Israel de ameaçar estabilidade global com ataques no Oriente Médio
247 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elevou o tom contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, nesta quarta-feira (10), após o líder turco afirmar que as ações militares israelenses contra Irã, Síria e Líbano representam uma ameaça à estabilidade global.
As informações são da RT Brasil. A reação de Netanyahu veio depois de Erdogan discursar a parlamentares em Ancara e condenar as recentes operações conduzidas por Israel na região. O presidente turco declarou que os ataques israelenses atingiram um nível capaz de ameaçar também a Turquia. “Ditador antissemita”, afirmou Netanyahu, ao responder às críticas feitas por Erdogan.
O premiê israelense também acusou o presidente turco de perseguir minorias e opositores políticos em seu país. “Está cometendo genocídio contra os curdos, apoia a organização terrorista Hamas, oprime seu próprio povo e prende rivais políticos”, disse Netanyahu.
Mais cedo, Erdogan havia afirmado que a postura militar de Israel no Oriente Médio ultrapassou os limites regionais e passou a representar um risco mais amplo. “A agressão de Israel representa uma ameaça para o mundo todo e precisa ser contida”, declarou o presidente turco.
O líder da Turquia também acusou Israel de promover “iniciativas maliciosas” com o objetivo de desestabilizar o Mediterrâneo Oriental. Segundo Erdogan, Ancara reagirá caso entenda que seus interesses nacionais ou os direitos dos turcos estejam sendo ameaçados. “Nossa resposta será clara e forte se os direitos dos turcos forem violados”, afirmou Erdogan.
A troca de declarações ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, com Israel sendo alvo de críticas de diferentes governos por suas ações militares contra países da região. A Turquia, por sua vez, tem adotado posição dura contra o governo israelense e intensificado suas manifestações públicas em defesa da contenção das operações militares de Tel Aviv.



