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Saif Abu Keshek denuncia tortura de palestinos e convoca mobilização após sair de prisão ilegal em Israel

Após ser sequestrado com o brasileiro Thiago Ávila por Israel, Saif Abu Keshek chega a Atenas, denuncia tortura e convoca mobilização internacional

t Saif Abu Keshek (Foto: REUTERS/Amir Cohen)
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247 - Israel deportou neste domingo (10) o ativista espanhol-palestino Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, após ambos serem sequestrados e detidos ilegalmente durante a participação na Flotilha Global Sumud. Após ser liberado, Saif fez um pronunciamento em que destacou o sofrimento do povo palestino e defendeu a continuidade da mobilização internacional.

"Acabei de chegar a Atenas. Deixei para trás milhares de palestinos prisioneiros, crianças, mulheres e homens. Tenho certeza de que o tratamento que recebi não se compara ao sofrimento que eles estão enfrentando", afirmou. O ativista relatou ainda denúncias de violações contra detentos palestinos e fez um apelo por mobilização contínua.

"São relatos de tortura e violações diárias que ouvimos sobre eles. Precisamos continuar nos mobilizando. Não podemos esquecer os prisioneiros palestinos", disse. Saif Abu Keshek também agradeceu o apoio recebido durante o período em que esteve detido.

Agradecimentos e apelo

"Quero agradecer a todos que se mobilizaram, à nossa equipe jurídica, à Adalah, à minha família, à minha esposa e filhos, aos meus colegas no movimento, aos bravos 180 participantes. Eu ouvi suas vozes. Isso me deu força", completou.

Em sua fala, o ativista reforçou que a mobilização contra o governo genocida de Israel deve seguir em diferentes frentes. "Mas ainda não terminamos. Precisamos continuar. Precisamos continuar a nos mobilizar até que a Palestina seja livre. Este é apenas um passo do caminho", destacou.

Ele reiterou a importância das missões humanitárias em prol do povo palestino, executadas pela Flotilha Global Sumud. "Nossos colegas ainda estão navegando. As pessoas no mar estão fazendo sua parte. Levantem-se em terra, em todos os cantos do mundo. Nós nos mobilizamos em terra e no mar por uma Palestina livre", disse.

O sequestro

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek haviam sido sequestrados em 30 de abril, quando a Flotilha Global Sumud foi abordada por forças israelenses em águas internacionais próximas à costa da Grécia. A frota partiu de países europeus com o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e desafiar o bloqueio imposto por Israel desde 2007.

A detenção dos ativistas provocou reação de governos como Brasil e Espanha, além de organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), que pediram a libertação imediata dos detidos. A ONG israelense Adalah, responsável pela defesa jurídica dos ativistas, criticou a prisão e afirmou que houve "detenção ilegal em águas internacionais" e "maus-tratos".

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