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Trump escolheu não agir contra assalto ao Capitólio, diz comissão do Congresso dos EUA

"Trump ficou sentado assistindo ao assalto na televisão. Ele não fez nada, escolheu não tomar nenhuma atitude", disse o republicano Adam Kinzinger

Trump escolheu não agir contra assalto ao Capitólio, diz comissão do Congresso dos EUA (Foto: Reuters)

(ANSA) - A comissão que investiga o assalto de militantes de extrema direita ao Congresso dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021, apontou que o então presidente Donald Trump escolheu não agir para impedir a invasão.Em audiência na última quinta-feira (21), o comitê formado por cinco congressistas democratas e dois republicanos reconstruiu os 187 minutos da insurreição, entre o fim de um discurso no qual o magnata incitou seus apoiadores a marchar em direção ao Capitólio e a publicação de um vídeo pedindo que os invasores fossem para casa.

"Trump ficou sentado assistindo ao assalto na televisão. Ele não fez nada, escolheu não tomar nenhuma atitude", disse o republicano Adam Kinzinger, um dos componentes da comissão. De acordo com a reconstrução, o então presidente soube do ataque ao Congresso 15 minutos depois de ter encerrado seu comício em Washington.

O objetivo da invasão era impedir a sessão que certificaria a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020, com base em acusações falsas de que o pleito havia sido fraudado. "Foi uma violação suprema de seu juramento à Constituição", ressaltou Kinzinger, acrescentando que o comportamento de Trump é uma "mancha" na história dos EUA.

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Segundo o democrata Bennie Thompson, também integrante do comitê, até dois filhos do magnata, Ivanka e Eric Trump, pressionaram o pai a agir para interromper a insurreição, mas sem sucesso. "Trump tentou destruir nossas instituições democráticas", disse.

Em seu depoimento, a ex-vice-porta-voz da Casa Branca Sarah Matthews afirmou que o então presidente "jogou gasolina no fogo" ao publicar uma mensagem no Twitter dizendo que o vice Mike Pence "não teve coragem de fazer o que tinha de ser feito", ou seja, impedir a certificação da vitória de Biden.

De acordo com Matthews, essa mensagem foi interpretada pelos militantes pró-Trump como uma autorização para invadir o Capitólio. A comissão fará uma pausa em agosto para avaliar novos documentos e deve retomar as audiências públicas em setembro.

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