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Zelensky e aliados europeus propõem presença militar estrangeira na Ucrânia

França e Reino Unido firmam declaração que prevê tropas e centros militares na Ucrânia após cessar-fogo

Emmanuel Macron, Keir Starmer e Volodymyr Zelensky (Foto: NTB/Javad Parsa/via Reuters)

247 - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deu nesta terça-feira (6) um novo passo em direção à presença de tropas estrangeiras no país ao firmar, junto com França e Reino Unido, uma declaração de intenções voltada à segurança do território ucraniano no cenário pós-cessar-fogo. O documento trata do envio de contingentes internacionais para atuar em solo ucraniano assim que houver a interrupção formal das hostilidades no conflito com a Rússia.

A iniciativa foi divulgada em reportagem do site RT e também confirmada por comunicados oficiais do governo britânico. Segundo o texto publicado no portal do gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a chamada “Força Multinacional para a Ucrânia” terá como objetivo reforçar as garantias de segurança do país, contribuir para a restauração da paz e da estabilidade e apoiar a reconstrução e o fortalecimento das próprias Forças Armadas ucranianas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirma que a declaração estabelece os principais “componentes das garantias de segurança” oferecidas a Kiev. Entre eles estão a criação de um mecanismo de monitoramento do cessar-fogo sob liderança dos Estados Unidos, o apoio direto às forças ucranianas e um compromisso legal de assistência ao país em caso de um novo ataque por parte da Rússia.

Keir Starmer afirmou que Londres e Paris chegaram a um entendimento para instalar “centros militares” em território ucraniano logo após a formalização do cessar-fogo. Esses centros fariam parte da estrutura de apoio à futura presença multinacional e às garantias de segurança previstas no acordo.

A possibilidade de tropas estrangeiras na Ucrânia, no entanto, é vista como uma linha vermelha por Moscou. Autoridades russas têm reiterado que qualquer destacamento militar internacional no país será tratado como uma ameaça direta.

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