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Confiança do comércio avança pela quinta vez seguida e atinge maior nível desde 2025

Índice da CNC sobe 2,2% em março, alcança zona de satisfação e indica otimismo moderado no setor varejista brasileiro

Shopping no centro de Brasília (arquivo) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - Os empresários do comércio brasileiro demonstraram maior confiança na economia em março, com avanço de 2,2% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). O indicador alcançou 107 pontos, permanecendo na zona considerada satisfatória e registrando a quinta alta consecutiva, além de atingir o maior nível desde janeiro de 2025.

O desempenho também reflete crescimento de 4,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando uma trajetória de recuperação gradual no setor varejista. O resultado ocorre em meio a um ambiente econômico ainda marcado por incertezas, mas com sinais de maior estabilidade nas expectativas dos empresários.

A melhora foi observada em todos os componentes do índice. A avaliação das condições atuais avançou 4,6%, impulsionada por percepções mais positivas sobre a economia, que subiu 6,8%, o setor, com alta de 4,8%, e as próprias empresas, que cresceram 3,0%.

As expectativas para os próximos meses também apresentaram elevação de 1,4%, com destaque para as projeções sobre a economia, que avançaram 2,2%. Já as perspectivas em relação ao setor e às empresas registraram aumentos de 1,1% e 0,9%, respectivamente.

No campo dos investimentos, o indicador teve crescimento de 1,5%. O avanço foi puxado principalmente pelo aumento nos estoques, com alta de 2,2%, seguido pela intenção de contratação de funcionários, que subiu 1,4%, e pelos investimentos nas empresas, que cresceram 0,9%.

A percepção predominante entre os empresários é de um cenário de otimismo cauteloso, sustentado pela resiliência dos negócios mesmo diante de instabilidades no ambiente internacional. Esse movimento sugere maior disposição para expandir operações e reforçar estruturas, ainda que com prudência.

Entre os segmentos do varejo, o maior avanço na confiança foi registrado no setor de bens semiduráveis, como vestuário e calçados, que teve alta de 2,3% em relação a fevereiro. O segmento de bens duráveis, que inclui eletrônicos e veículos, apresentou crescimento de 2,1%, enquanto o setor de bens não duráveis, como supermercados e farmácias, registrou elevação de 1,3%.

O resultado reforça a tendência de recuperação do comércio brasileiro, impulsionada por expectativas mais positivas e pela retomada gradual da confiança dos empresários, mesmo em um cenário econômico ainda desafiador.

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