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Enel nega troca de controle em SP e reforça interesse na renovação da concessão no estado

Empresa rejeita especulações sobre mudança no comando e defende soluções estruturais para o setor elétrico em meio a debate regulatório

Subestação da Enel em São Paulo 26/03/2025 REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

247 - A Enel afirmou nesta sexta-feira (10) que não há qualquer negociação em andamento para a troca de controle de sua distribuidora em São Paulo e reforçou o interesse na renovação da concessão no estado. A manifestação ocorre em meio ao avanço de discussões regulatórias sobre o futuro do contrato da companhia.

Em nota, a empresa negou de forma direta as informações sobre uma possível mudança de controle e destacou a necessidade de soluções estruturais para o setor. “Especulações sobre negociações ou discussão envolvendo a troca de controle da distribuidora” não procedem, afirmou. A companhia também avaliou que o cenário atual exige ações coordenadas entre autoridades e sociedade para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre o sistema elétrico em grandes centros urbanos.

O posicionamento foi divulgado após declarações recentes de autoridades do setor elétrico sobre alternativas à eventual caducidade da concessão. Na terça-feira (7), o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, mencionou a possibilidade de transferência de controle como uma das opções em análise após a abertura de processo sobre o contrato da distribuidora.

Na quarta-feira (8), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, admitiu a possibilidade de uma “solução negociada” para o caso, defendendo o diálogo entre as partes envolvidas. No dia seguinte, quinta-feira (9), Feitosa voltou a comentar o tema e indicou que, nesse contexto, a alternativa viável seria a transferência de controle, desde que aprovada pela agência reguladora.

“Essa solução negociada que foi falada pelo ministro, que eu também penso que pode ser uma opção, tem que ser estruturada e terá que ser aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Não é uma solução política, ela passa por uma eventual análise política, mas a decisão final é da Aneel, porque, segundo a legislação, quem aprova a transferência de controle é a agência”, declarou.

A Enel também reiterou seu compromisso de longo prazo com o Brasil, classificado como mercado estratégico para o grupo. A empresa informou que vem ampliando os investimentos em suas operações de distribuição, com foco na melhoria contínua do serviço.

Segundo a companhia, cerca de R$ 5 bilhões foram aplicados apenas na área de concessão em São Paulo, o que teria contribuído para uma redução de 86% nas interrupções prolongadas em 2025, na comparação com 2023. A concessionária afirmou ainda confiar na atuação independente da Aneel, na segurança jurídica do país e no histórico de respeito aos contratos.

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