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J&F registra receita de R$ 119,6 bilhões no 1º trimestre com avanço em energia e mineração

Conglomerado teve crescimento impulsionado pela Âmbar Energia e Lhg Mining e alcançou EBITDA ajustado de R$ 7,8 bilhões

J&F registra receita de R$ 119,6 bilhões no 1º trimestre com avanço em energia e mineração (Foto: J&F)
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247 - A J&F S.A., um dos maiores conglomerados privados do mundo, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida consolidada de R$ 119,6 bilhões, resultado que representa crescimento de 1,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. 

O desempenho da empresa foi sustentado principalmente pela expansão das operações nos setores de energia e mineração. Segundo a J&F, os negócios integralmente controlados pelo grupo — Energia, Mineração, Celulose e Bens de Consumo — registraram crescimento de 77% na receita líquida, alcançando R$ 6 bilhões no trimestre.

O EBITDA ajustado consolidado da companhia somou R$ 7,8 bilhões no período, refletindo a diversificação das operações e o fortalecimento de áreas estratégicas da economia brasileira.

Entre os destaques do trimestre está a Âmbar Energia, cuja receita líquida avançou 186,8%, atingindo R$ 2,3 bilhões após a incorporação de novos ativos ao portfólio da empresa. Já a Lhg Mining registrou crescimento de 196,4% na receita, chegando a R$ 1,5 bilhão.

Na área de celulose, a Eldorado Brasil também apresentou resultados relevantes. A empresa alcançou produção recorde para um primeiro trimestre, com 457 mil toneladas produzidas. Além disso, o custo caixa caiu para R$ 680 por tonelada, o menor patamar registrado nos últimos dois anos.

O presidente da J&F S.A., Aguinaldo Filho, afirmou que o resultado reforça a estratégia de diversificação adotada pelo conglomerado. “A performance do trimestre reflete a robustez do conglomerado, em que a diversificação permite equilibrar ciclos setoriais e capturar valor em áreas vitais para a economia, como energia e mineração”, disse.

A companhia também informou que encerrou o trimestre com retorno sobre o capital empregado (ROIC) de 17,8% e alavancagem financeira de 2,9 vezes, indicador calculado pela relação entre dívida líquida e EBITDA. O nível permanece dentro da meta considerada ideal pela empresa, abaixo de três vezes.

O CFO da J&F S.A., Fernando Storchi, destacou os efeitos da centralização da gestão financeira do grupo na estabilidade operacional e na geração de caixa. “A consolidação da J&F S.A. como uma empresa operacional com gestão financeira centralizada traz mais estabilidade à geração de caixa e eficiência na alocação de capital”, afirmou.

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