A corrida dos salmões. No Alasca, uma piracema diferente

Cientistas conseguem flagrantes incríveis de cardumes de salmões que sobem os rios do Alasca para desovar e acasalar. O fenômeno, que também ocorre com outras espécies em rios brasileiros, chama-se piracema em nosso país.

Cientistas conseguem flagrantes incríveis de cardumes de salmões que sobem os rios do Alasca para desovar e acasalar. O fenômeno, que também ocorre com outras espécies em rios brasileiros, chama-se piracema em nosso país.
Cientistas conseguem flagrantes incríveis de cardumes de salmões que sobem os rios do Alasca para desovar e acasalar. O fenômeno, que também ocorre com outras espécies em rios brasileiros, chama-se piracema em nosso país. (Foto: Luis Pellegrini)

 

Por: Catie Leary

Fonte: Site MNN Mother Nature Network  (www.mnn.com)

Se você pensa que os reinos da ciência e das artes estão muito distantes um do outro, engana-se por completo. Afinal, quando estudamos a ciência que existe por trás do mundo que nos cerca, como será possível não sentir-se inspirado pela beleza sublime que ela nos revela? Eis porque não representa nenhuma surpresa saber que alguns dos mais criativos e apaixonados artistas que a humanidade já produziu também possuíam brilhantes mentes científicas.

Um desses cientistas é Jason Ching, um pesquisador que mora em Washington e que passou os últimos anos estudando e fotografando as populações de salmão que habitam a Baía de Bristol, no Alasca.

 

Os cardumes que sobem os rios do Alasca na piracema dos salmões são imensos, com centenas de milhares de exemplares.

 

"Tenho viajado ao Alasca todos os verões, desde 2007 para estudar e fotografar as populações de salmões”, diz Ching. “Essa região tornou-se para mim, ao mesmo tempo, meu laboratório de pesquisa e meu parque de diversões. O território ideal para um apreciador da natureza, e fotógrafo de fenômenos naturais, como sou”.

Azul no mar, vermelho nos rios

Como uma espécie anádroma (migratória), o salmão vermelho (Oncorhynchus nerka) passa a maior parte da sua vida no mar, mas todos os anos ele retorna a rios e lagos de água doce para se reproduzir. O que é muito interessante sobre essa espécie é que, quando vive nos oceanos, seus indivíduos são azuis, mas quando retornam à água doce para se reproduzir, sua cor muda para um vermelho vivo e brilhante.

 

O salmão, no mar, é azul. Mas na água doce, exibe uma cor vermelha muito forte e brilhante.

 

No meio da primavera de 2015, Jason Ching e sua equipe viajaram para o Lago Iliamna, no Alasca, com a esperança de incrementar os métodos de contagem e de observação dos cardumes de salmão que o frequentam com o uso ainda inédito de aparelhagem aérea móvel (drones). Esse lago é um importante local para a desova e a fertilização das ovas desses peixes. Por um golpe de sorte, a presença dos cientistas ao redor do lago coincidiu com uma das maiores piracemas de salmões jamais registradas na história recente. E, graças às facilidades de observação e de captação de imagens típicas dos drones, podemos agora testemunhar essa espetacular corrida de salmões como nunca antes foi possível. As imagens estão registradas no vídeo “Above Iliamna” (Sobre Iliamna), do qual reproduzimos abaixo alguns trechos.

 

Os cardumes de salmão vermelho que chegam aos rios e lagos do Alasca no período da desova são imensos.

 

Esse curta-metragem representa uma ponte entre a estética do espetáculo e a educação científica, e isso é exatamente o resultado que Ching pretende obter na totalidade do seu trabalho. Como ele mesmo explica, “Se esse vídeo é uma reportagem, uma notícia ou página da web, uma pesquisa ou um vídeo experimental, isso é apenas uma questão de nomenclatura. O importante é que ele serve a nossos propósitos de criar vetores poderosos de informação capazes de engajar as pessoas em temas ligados à pesquisa científica e à conscientização das questões ligadas ao meio ambiente e aos recursos naturais”.

 

Vídeo: Abobe Iliamna, de Jason Ching e equipe

 


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