Botos: eles têm sensor elétrico

Animais marinhos "sentem" o campo eltrico das presas

Eles são dotados de sensores que, como os radares, são capazes de ecolocalização. Mas isso não é tudo. Para localizar as suas presas, descobriu-se que algumas espécies de golfinhos, os da espécie Sotalis, da qual faz parte o nosso boto tucuxi, também utilizam uma técnica ainda mais refinada. Esses animais, difusos em todo o litoral da América do Sul, das Guianas até o Nordeste brasileiro, podem distinguir, a distâncias curtas, o campo elétrico de pequenos animais dos quais se nutrem graças a órgãos eletro-sensoriais especiais localizados nas laterais das suas cabeças. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Rostock, Alemanha. A hipótese mais provável é que esses cetáceos conseguiram desenvolver essa capacidade para poder caçar nas águas muitas vezes turvas e barrentas da região onde vivem. Até agora, tais capacidades eletroreceptivas tinham sido detectadas apenas em alguns peixes, como os tubarões, e no ornitorrinco, um estranhíssimo mamífero da Austrália que se reproduz pondo ovos. Esta é a primeira vez que tais órgãos são encontrados em mamíferos “de verdade”. Suspeita-se que outros cetáceos, como os cachalotes, também sejam dotados. Os cachalotes, os maiores mamíferos com dentes do mundo, são capazes de caçar suas presas principais, as lulas gigantes, em profundidades oceânicas que chegam a 3 mil metros.

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