Gelo do Ártico em perigo: aumenta a velocidade do derretimento

Que os gelos do Polo Norte estão derretendo por causa do aquecimento global é coisa que se sabe há bastante tempo. Mas ver esse gelo desaparecer em apenas 60 segundo produz um pouco de arrepio. Este vídeo foi realizado a partir de imagens do Ártico obtidas por satélites nos últimos 25 anos, e mostra o gradual porem inexorável afinamento da sua calota glacial

Que os gelos do Polo Norte estão derretendo por causa do aquecimento global é coisa que se sabe há bastante tempo. Mas ver esse gelo desaparecer em apenas 60 segundo produz um pouco de arrepio. Este vídeo foi realizado a partir de imagens do Ártico obtidas por satélites nos últimos 25 anos, e mostra o gradual porem inexorável afinamento da sua calota glacial
Que os gelos do Polo Norte estão derretendo por causa do aquecimento global é coisa que se sabe há bastante tempo. Mas ver esse gelo desaparecer em apenas 60 segundo produz um pouco de arrepio. Este vídeo foi realizado a partir de imagens do Ártico obtidas por satélites nos últimos 25 anos, e mostra o gradual porem inexorável afinamento da sua calota glacial (Foto: Gisele Federicce)
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Por: Equipe Oásis

Vídeo: NASA-NOAA 

Em toda a região ártica, ao redor do Polo Norte, a calota de gelo está diminuindo a uma velocidade superior à prevista. Sua espessura média passou, em 40 anos, de 3,1 metros a 1,8 metro (ou seja, houve uma diminuição de cerca 40%. A área de extensão dos gelos, por seu lado, diminuiu 3% no período de uma década. Portanto, verifica-se que o gelo se funde mais rapidamente em espessura que em extensão, e isso, para os especialistas, e ainda mais grave, porque significa que estamos reduzindo os gelos perenes. Diversas hipóteses foram formuladas na tentativa de se descobrir as causas do fenômeno, e elas vão desde causas naturais como a flutuação do clima polar, até o aquecimento global devido ao efeito serra. No segundo caso, que seria o mais grave, poderíamos estar caminhando para uma total desaparecimento dos gelos do Polo Norte e para uma sensível transformação do clima no hemisfério setentrional.

A camada de gelo que recobre a maior parte do Ártico sempre foi chamada pelos geólogos de “camada plurianual”, ou “camada espessa”. Hoje, muito pouco do gelo antigo ainda resta. O vídeo de animação que mostramos abaixo mostra mapas do gelo marinho de 1987 até o final de outubro de 2013. No vídeo, a expressão “Age class 1” significa “gelo do último ano”, ou seja, o gelo que se formou ao longo do inverno mais recente. O “oldest ice” (9+) é gelo que se formou há mais de 9 anos. Este vídeo de animação foi produzido pelo NOAA climate.gov, baseado nos mais recentes dados colhidos pelos cientistas.




Por um lado é possível se observar a expansão e contração anual dos gelos segundo as estações do ano; por outro lado nota-se o progressivo desaparecimento do gelo mais velho e espesso: exatamente o gelo capaz de resistir à chegada do verão e de constituir uma base segura para a formação das camadas sucessivas. 

De 1987 a outubro de 2013 a porção de mar coberta por gelo de pelo menos 4 anos de idade (indicado em azul e branco) passou de 26% para 7%. Notamos também uma prevalência da cor azul, indicando o gelo jovem, formado no último ano até o presente momento. No verão, esse gelo recente derrete, escorrendo através do Estreito de Fram, a leste da Groenlândia, e deixando o mar descoberto. Essa animação criada pelo NOAA foi recentemente apresentada no encontro anual da American Association for the Advancement of Science.

Video NOAA:

 

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