Peixes com superpoderes: 16 criaturas aquáticas com incríveis talentos

Trepam em árvores, fabricam areia, caçam pombos, cantam canções de amor e usam armas: são apenas algumas das capacidades extraordinárias que a evolução criou para alguns peixes

Trepam em árvores, fabricam areia, caçam pombos, cantam canções de amor e usam armas: são apenas algumas das capacidades extraordinárias que a evolução criou para alguns peixes
Trepam em árvores, fabricam areia, caçam pombos, cantam canções de amor e usam armas: são apenas algumas das capacidades extraordinárias que a evolução criou para alguns peixes (Foto: Gisele Federicce)

 

Morador das profundezas marinhas, o anglerfish tem uma boca descomunal e um apêndice luminoso acima dos olhos,. Ele usa esse órgão na escuridão para atrair suas presas

Morador das profundezas marinhas, o anglerfish tem uma boca descomunal e um apêndice luminoso acima dos olhos,. Ele usa esse órgão na escuridão para atrair suas presas

 

Por: Equipe Oásis

 

A evolução natural da vida ensina que, estimulado pelas necessidades de adaptação ao meio ambiente, o talento criativo da natureza não conhece limites. No reino dos peixes observamos as invenções mais bizarras, mais estranhas e inteligentes. Abaixo, escolhemos algumas espécies de peixes, tanto de água salgada quanto de água doce, dotados de características realmente extraordinárias.  

 

 

1 O peixe–palhaço (subfamília Amphiprioninae). Ficou famoso por causa da série de desenho-animado “À procura de Nemo”. São capazes de mudar de sexo uma vez na vida. Nascem sempre machos e mudam de gênero para se transformar em fêmeas-alfa, quando o peixe fêmea que guia a comunidade morre e deve ser substituído. Mas essa transformação é irreversível. O peixe que virou fêmea nunca voltará a ser macho. Foto: Motoya Kawasaki.

 

2 O peixe-saltador (subfamília Oxudercinae). Já viram um peixe capaz de trepar numa árvore? Os saltadores, acostumados a viver em ambientes salobros, entre a terra e o mar, conseguem fazê-lo graças a certas adaptações que lhes permitem viver fora d’água. São dotados de uma capacidade de respirar o ar similar à dos anfíbios, e de nadadeiras peitorais que usam para levantar o corpo e avançar. Desse modo encontram comida e fogem dos inimigos. Foto: Klaus Stiefel.

 

3 O salmão-vermelho (Oncorhynchus nerka). Muito comum nas zonas frias do Oceano Pacífico, sobe a corrente dos rios até chegar ao riacho onde nasceu. Naquele lugar ele se reproduzirá e morrerá, logo após as fêmeas terem depositado os ovos no leito rochoso do curso d’água e os machos os terem fertilizado ejaculando seu sêmen sobre eles. Esse peixe encontra o caminho de volta a seu lugar de nascimento ao perceber as leves variações do campo magnético terrestre. Foto: Ksi Photography.

 

4 O linguado-pavão (Bothus mancus). Peixe achatado, bastante comum no Mediterrâneo e no Atlântico, pode mudar de cor em poucos segundos, para se mimetizar com o fundo marinho e enganar seus predadores. Já o camaleão, lagarto dotado da mesma capacidade, pode levar diversos minutos para modificar apenas uma tonalidade.

 

5 O bótia-palhaço (Chromobotia macracanthus). Peixe da Indonésia, negro e laranja, bem conhecido pelos aquariófilos. Possui uma espinha erétil posicionada bem embaixo do olho: quando um outro peixe tenta comê-lo, a iguaria torna-se muito indigesta e difícil de engolir.

 

6 O peixe-papagaio (família Scaridae). É um dos mais importantes construtores das belas praias tropicais de areia branca, tão apreciadas pelos turistas. Esses animais se nutrem de pequenos organismos que vivem nos bancos coralinos. Eles ingerem grandes quantidades de pedaços de coral. Quando os corais passam pelo seu aparelho digestivo, são fragmentados e moídos, transformando-se em areia. Foto: Jim Bahn.

 

Toxotes jaculatrix

Toxotes jaculatrix

7 O peixe-arqueiro (família Toxotidae). Gosta de comida viva, e não tem dificuldade para encontrá-la. Com pontaria infalível, ele atira um jato d’água em suas presas, pequenos insetos que que se encontram nos ramos ou fios de grama vizinhos da água.

Quando golpeado, o animal cai na água e o peixinho está logo embaixo, esperando-o com a boca escancarada.

 

8 O peixe-serra (família Pristidae). O incrível órgão que ele traz na parte frontal da cabeça tem mesmo a forma de uma serra, mas serrar não é a sua função. Dotado de centenas de minúsculos eletroreceptores, esse órgão serve ao peixe para detectar os campos magnéticos emitidos pelas batidas cardíacas das presas. Ele precisa disso, já que caranguejos, camarões e pequenos peixes, seus pratos preferidos, muitas vezes se escondem na areia do fundo marinho.

 

 

9 O gobídeo do Havaí (Sicyopterus stimpsoni). Natural dos Estados Unidos e desse arquipélago no Pacífico, esse gobídeo consegue sair da água salgada e subir os cursos de água doce, enfrentando as correntes e até mesmo as cascatas, até que haja uma mudança no seu sistema digestivo tornando o plâncton e as algas de água doce indigestas para ele. Os alevinos desse peixinho conseguem subir nas rochas úmidas usando a boca, que é muito forte, e uma espécie de ventosa situada no ventre. Como outras espécies de gobídeos, o Sycyopterus consegue passar muito tempo fora d’água, respirando ar. Foto: Chris Wilson

 

10 O tubarão-charuto (Isistius brasiliensis). Também conhecido como peixe-cortador, é um pequeno tubarão malhado que vive em águas profundas dos mares tropicais e subtropicais. Graças aos dentes em forma de serra e aos lábios que funcionam como ventosas, ele é capaz de arrancar pedaços perfeitamente cilíndricos da carne de outros peixes e de mamíferos marinhos. Foto: Michael Miller.

 

11 O peixe-cantor (Porichthys notatus). Também chamado de plainfin midshipman. Os machos da espécie, no período de reprodução, emitem um som grave, parecido ao apito de um grande navio, para atrair uma fêmea parceira. Também emitem sons de outros tipos, bem perceptíveis ao ouvido humano, quando enfrentam algum adversário. Esse peixe possui centenas de fotóforos (células capazes de produzir luz) sobre sua pele e ativam essa capacidade na escuridão das profundezas tornando-se assim luminosos. Isso não é tudo: Para se reproduzir, sobem à superfície e praticamente saem da água, desovando sob as pedras dos escolhos, à beira do mar. Foto: Werner Krutein


Veja também este interessante vídeo sobre o peixe-cantor e ouça a gravação da sua voz:

 

 


12 O peixe-bruxa (Ordem dos Myxiniformes). É um tipo de peixe com corpo cilíndrico, destituído de mandíbulas, parecido ao de uma serpente. Com forma e características bastante primitivas, o corpo desse peixe libera uma substância viscosa que obstrui as mandíbulas e as brânquias dos agressores, os quais, provavelmente, nunca mais repetirão o ataque.

 

13 O peixe-tigre africano, ou peixe-golias (Hydrocynus goliath). É um dos mais vorazes e agressivos peixes de água doce. Ele é capaz de saltar fora d’água para agarrar um pássaro incauto que se atreve a voar demasiado perto da superfície. Nativo do rio Congo e afluentes, é o equivalente africano das piranhas brasileiras, só que ainda mais perigoso. Foto: Carnat Joel

 

14 Merluza da Antártica (Dissostichus mawsoni). Nadar em temperaturas inferiores a zero é mortal para a maioria das criaturas. Mas não para a merluza da Antártica. Esse peixe tem no sangue um anticongelante natural, feito de proteínas especiais, produzidas pelo próprio animal, que impedem o congelamento dos fluídos corporais. Essa merluza consegue, assim, viver tranquilamente até mesmo sob as banquisas polares. Foto: Steve Benton.

 

15 O peixe engolidor-negro (Chiasmodon niger). Vive em águas marinhas profundas (entre 700 e 2750 metros), tem a cor negra e mede até 25 centímetros. Tem a capacidade notável de conseguir capturar e engolir peixes muito maiores do que ele mesmo, graças a seu estômago que pode dilatar-se. Foto: Lea Lee

 

 

16 Bagre-gigante europeu (Silurus glanis). Esse enorme e monstruoso bagre natural dos rios do centro e do nordeste da Europa, foi lançado em meados do século 20 em alguns rios da Espanha e da França para promover a sua pesca recreativa.

 

Nesses rios, de águas mais quentes e sem predadores naturais, eles atingem tamanho muito maior chegando a constituir hoje uma ameaça a banhistas e a animais terrestres de pequeno e médio porte que se aventuram nas águas onde vivem esses siluros. Vejam, no vídeo, o que esses bagres aprenderam a fazer nas margens do rio Tarn, na França: caçar pombos!

 

Vídeo: Na França, bagres gigantes saem da água para caçar pombos

 

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