Terraformando Marte. Por que deixar azul o planeta vermelho

Buzz Aldrin, o segundo homem a por os pés na Lua, afirma que seres humanos pisarão o solo de Marte nos próximos 20 anos. O astronauta explica por que essa conquista é necessária.

Buzz Aldrin, o segundo homem a por os pés na Lua, afirma que seres humanos pisarão o solo de Marte nos próximos 20 anos. O astronauta explica por que essa conquista é necessária.
Buzz Aldrin, o segundo homem a por os pés na Lua, afirma que seres humanos pisarão o solo de Marte nos próximos 20 anos. O astronauta explica por que essa conquista é necessária. (Foto: Luis Pellegrini)
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Por: Jolene Creighton e Chelsea Gohd

Fonte: Site Futurism. com


Estamos em busca de uma outra Terra. A humanidade está ávida para mergulhar cada vez mais profundamente no cosmos, e sonha com o momento em que poderemos andar livremente sobre as planícies desérticas do Planeta Vermelho.  O bilionário Elon Musk lidera essa corrida com seu projeto SpaceX. Mas várias outras organizações – NASA, Agência Espacial da China, The Mars Society – já se dedicam ao treinamento de equipes de astronautas para a grande viagem a Marte, bem como desenvolvem protótipos de espaçonaves capazes de percorrer a enorme distância entre os dois planetas. Sem falar na enorme série de outras questões que precisam ser resolvidas para que a chegada do primeiro ser humano a Marte seja viabilizada.

 

 

À parte os mil e um detalhes relativos a como conseguiremos mandar seres humanos para Marte (e mantê-los mental e fisicamente saudáveis ao longo da de toda a longa duração do projeto), é fundamental que tenhamos sempre em mente as razões pelas quais iremos lá. Muitos criticam a ideia, perguntando por quais razões devemos gastar tanto dinheiro e recursos para ir a Marte, quando temos tantos e tão graves problemas para resolver aqui mesmo na Terra. A crítica é procedente, sem dúvida. Mas Buzz Aldrin – o renomado astronauta, engenheiro e segundo homem a pisar no solo da Lua, explica por que a exploração de Marte é tão importante.

 

 

Aldrin começa afirmando que, tanto do ponto de vista científico quanto tecnológico, estamos na junção espaço-temporal perfeita para desempenharmos essa missão. “Pela primeira vez na história humana, viajar para outros mundos está realmente ao nosso alcance. Agora é a hora de  pensarmos seriamente sobre o que a vida em Marte pode parecer. Nunca estivemos mais perto de conhecer e explorar um outro planeta”, explica o velho astronauta. Quando perguntado o quão perto estamos realmente de alcançar esse feito, Aldrin responde rapidamente traçando uma linha do tempo. Ele diz que poderemos ter os primeiros humanos chegando em Marte dentro dos próximos vinte anos, no máximo até 2040. Para Aldrin, um feito dessa natureza é necessário para reavivar na humanidade atual a chama da descoberta e da pesquisa científica. “Não devemos ir para Marte apenas para adquirir mais conhecimento ou para conquistar novos mundos. A jornada para Marte trará consigo o reinício de uma onda de entusiasmo pela ciência e a inovação. Ela estimulará a criação de toda uma geração de jovens desejosos de se dedicar à exploração de novas áreas e a compreensão de fenômenos naturais ainda incompreendidos pela própria ciência.”

 


A corrida à Lua

Buzz Aldrin gosta de lembrar a corrida à Lua, da qual ele participou. Quando esse astronauta chegou à Lua, em 1969, um número enorme de jovens no mundo todo foram cativados pela história e passaram a investir em carreiras que pudessem lhes possibilitar alcançar feitos monumentais, conquistas de proporções semelhantes às da conquista da Lua. Aldrin, na verdade, tem plena consciência do impacto que a ação da ciência exerce sobre as mentes e os corações sobretudo dos jovens. Em suas declarações, ele coloca ênfase no fato de que “só podemos chegar lá (a Marte) se começarmos realmente a investir nas gerações futuras. Diz que os investimentos que atualmente são feitos para se chegar a Marte constituem a chave para a continuidade e o sucesso da pesquisa científica a longo prazo. “Em 1903, o homem aprendeu a voar com aviões. Apenas 66 anos depois, caminhamos sobre a superfície da Lua. Para ajudarmos a próxima geração a conseguir dar passos de gigante como esses, devemos educá-los, capacitá-los e inspirá-los a se apaixonar por temas fundamentais tais como a ciência, a tecnologia, as artes e a matemática”.

 

 

Essas convicções existem em Buzz Aldrin há muito tempo. Desde que encerrou sua carreira de astronauta, ele concentrou seus esforços na promoção do desejo de saber e conhecer nos jovens. Essa é a missão da Fundação SpaceShare, que ele fundou. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, dedicada a inspirar paixões infanto juvenis pela ciência e a tecnologia. Ela fornece ferramentas educacionais para educadores norte-americanos em todo o país, sem nenhum custo. O objetivo desse trabalho é assegurar que todos os jovens recebam os recursos que precisam para alcançar seu potencial. Afinal, nunca se sabe quem será o próximo Carl Sagan.

Aldrin afirma que chegar a Marte nos próximos 20 anos é algo extremamente provável. Mas isso só acontecerá se garantirmos que os jovens tenham todas as oportunidades para ser o melhor que podem ser: “Às vezes olho para mim mesmo e quase não posso acreditar Este garoto sortudo de Nova Jersey chegou a pousar e caminhar na Lua… É por isso que sempre digo aos mais jovens que vêm me procurar: Trabalhe duro e continue buscando as estrelas.“

 

Vídeo: Terraformando Marte

 

 

 

 

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