Um outro grande lago sob os gelos da Antártica. É o segundo maior, depois do Vostok

Descoberto um novo grande lago subterrâneo na metade oriental da Antártica. Pode conservar fauna e flora de dois milhões de anos atrás, diversas de tudo aquilo que conhecemos até agora. A foto acima é de uma caverna congelada no norte da Inglaterra, e pode dar uma ideia do aspecto de um lago subterrâneo no continente congelado.

Descoberto um novo grande lago subterrâneo na metade oriental da Antártica. Pode conservar fauna e flora de dois milhões de anos atrás, diversas de tudo aquilo que conhecemos até agora. A foto acima é de uma caverna congelada no norte da Inglaterra, e pode dar uma ideia do aspecto de um lago subterrâneo no continente congelado.
Descoberto um novo grande lago subterrâneo na metade oriental da Antártica. Pode conservar fauna e flora de dois milhões de anos atrás, diversas de tudo aquilo que conhecemos até agora. A foto acima é de uma caverna congelada no norte da Inglaterra, e pode dar uma ideia do aspecto de um lago subterrâneo no continente congelado. (Foto: Luis Pellegrini)
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As cavernas de gelo do Lago Carrera, na Patagônia chilena, dão uma ideia do que podem parecer os lagos subterrâneos situados sob a camada de gelo que recobre a Antártica.

 


Por: Equipe Oasis

 

Algumas centenas de lagos se escondem sob o manto congelado da Antártica. O maior deles até agora descoberto é o lago Vostok. Situado a 3700 metros de profundidade, o Vostok é quase um mar subterrâneo, estendendo-se por 250 quilômetros de comprimento e cerca de 50 quilômetros de largura. Ele se encontra no entanto muito longe de qualquer estação científica e o estudo da água em estado líquido que se encontra no seu interior mostrou-se extremamente complexo.

 

Um avião com radar especial deverá confirmar a existência do novo lago antártico.

 

Agora foi descoberto um novo lago antártico de grandes proporções, menor apenas que o Vostok, situado a cerca 100 quilômetros da estação científica mais próximo. “Isso torna muito mais simples e factível atingi-lo e estuda-lo”, comenta Martin Siegert, do Imperial College de Londres, membro que o descobriu.

 

Nesta foto da parte oriental da Antártica foi assinalada em azul, na área central, a posição do novo lago subterrâneo recém descoberto. Assinaladas também as linhas dos imensos cânions que caracterizam a região. 

 

A descoberta aconteceu graças a imagens obtidas por satélites que mostravam uma série de depressões e afundamentos na superfície do gelo muito evidentes e similares às que indicam a presença de outros lagos glaciais. “Pesquisas mais aprofundadas permitiram individuar uma série de vales com até 1 mil quilômetros de comprimento que se estendem na direção da costa oriental do continente, e no meio deles um grande lago”, explica Siegert. 

 

As perfurações efetuadas no lago Vostok permitiram colher amostras de água que permaneceu preservada, teoricamente, por 25 milhões de ano. Mas, até agora, os resultados das análises dessas amostras não  parecem bastante claros.

 

 

O lago recém descoberto, tem forma alongada e se estende por cerca 100 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura. Entre canais, rios e cânions detectados pelo satélite, existiriam dois que conduzem a água desse lago para o oceano, sendo assim dois emissários.

A descoberta, no entanto, deverá esperar por uma confirmação mais definitiva. Ela é relativa a uma área muito pouco conhecida da Antártica. Mas, desde já, desperta muito interesse porque poderia ser reveladora de outros lagos na mesma zona. A confirmação definitiva deverá emergir dos dados recolhidos por pesquisadores chineses e norte-americanos que sobrevoaram a zona com um radar capaz de penetrar o gelo até atingir a rocha sobre a qual ele se posiciona.

 

Mais de 300 lagos foram descobertos sob a cobertura de gelo da Antártica.

 

Fauna alienígena

 

Caso se confirme a descoberta, o próximo passo será perfurar a cobertura de gelo até se atingir a água líquida, como já foi feito, há poucos anos, com o lago Vostok. Os resultados das análises das amostras retiradas desse lago eram muito esperadas porque, não possuindo afluentes nem emissários, o Vostok poderia conter traços de vida de mais de 25 milhões de anos. Infelizmente, até o dia de hoje, os resultados desses trabalhos, efetuados por cientistas russos, não ficaram claros. Agora será necessário compreender se as águas desse novo lago também são antigas, e se contêm uma fauna e uma flora “alienígena” aos nossos dias.

 

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