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Além de Araújo, Centrão mira outros ministros e pressiona Bolsonaro por reforma ministerial

Entre os ministérios visados pelo partidos do bloco estão o do Meio Ambiente comandado por Ricardo Salles, Educação, que tem à frente o ministro Milton Ribeiro, além das pastas de Minas e Energia e da Infraestrutura, chefiadas por Bento Ribeiro e Tarcísio de Freitas

Esplanada dos Ministérios (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

247 - A pressão pela saída de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores resultou na intensificação, por parte de Centrão, para que Jair Bolsonaro promova uma ampla reforma ministerial. Entre os ministérios visados pelo partidos do bloco estão o do Meio Ambiente comandado por Ricardo Salles, Educação, que tem à frente o ministro Milton Ribeiro, além das pastas de Minas e Energia e da Infraestrutura, chefiadas por Bento Ribeiro e Tarcísio de Freitas. 

Segundo o jornal O Globo, Salles vem sofrendo críticas semelhantes às desferidas contra Ernesto Araújo, como o fato de colocar a “ideologia acima do pragmatismo” e, desta forma, prejudicar a imagem do Brasil em nível internacional. Ainda conforme a reportagem, os ministros deverão intensificar o monitoramento das ações de Salles e os movimentos hostis a parceiros considerados estratégicos deverá resultar em uma rápida reação do Congresso pela sua saída. 

O Centrão avalia que embora o governo tenha passado a dar mais atenção à pandemia, o que resultou na saída de Eduardo Pazuello e na entrada do médico Marcelo Queiroga no comando do Ministério da Saúde é preciso uma espécie de choque de gestão em pastas estratégicas. A entrega do comando destes ministérios também seria uma espécie de agradecimento pelo apoio que vem sendo dado pelo bloco ao governo.