Bolsonaro recorrerá ao plenário do STF para não depor presencialmente em inquérito sobre interferência na PF

Após reunião com a AGU, Jair Bolsonaro decidiu recorrer ao plenário do Supremo contra a decisão do ministro Celso de Mello que o proibiu de prestar depoimento por escrito

Ministro Celso de Mello e Jair Bolsonaro
Ministro Celso de Mello e Jair Bolsonaro (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF | REUTERS/Adriano Machado)
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247 - Jair Bolsonaro vai recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal contra a decisão do ministro Celso de Mello que o proibiu de prestar depoimento por escrito no inquérito que investiga sua suposta interferência na Polícia Federal. 

Segundo a CNN Brasil, a decisão foi tomada em reunião de Bolsonaro com o advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior, na tarde desta sexta-feira (11), no Palácio da Alvorada.

Em sua decisão, o ministro que está há mais tempo na corte e que se aposentará em novembro, argumentou que a prerrogativa de um chefe de Poder prestar depoimento por escrito só existe quando ele é testemunha ou vítima, não quando é réu ou investigado, como é o caso de Bolsonaro neste inquérito.

Em seu despacho, Celso de Mello também esclareceu que a decisão de negar a possibilidade de Bolsonaro depor por escrito estava pronta antes de ele sofrer uma intervenção hospitalar, o que fez com que entrasse em licença médica. A internação impediu o ministro, de acordo com o documento, de assinar a decisão tornada pública agora.

Ao pedir demissão do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública em abril, o ex-juiz federal Sérgio Moro justificou a saída do comando da pasta apontando que Bolsonaro havia buscado interferir na Polícia Federal através da troca do diretor-geral da corporação e de comandos de superintendências regionais do órgão. (* Com informações da Reuters)

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