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Mourão nega golpe de 64 e passa pano para a ditadura: 'dinamizou a sociedade brasileira'

Em texto publicado nesta sexta, general disse que o golpe de Estado de 1964 deixou “um legado positivo”. Exército ameaçou punir oficiais que comemorassem o aniversário do golpe

General Hamilton Mourão (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) gerou polêmica ao elogiar nesta sexta-feira o golpe de Estado de 1964, que há exatos 59 anos instaurou uma ditadura militar no Brasil que matou, torturou e sequestrou centenas de brasileiros. As informações são do Uol.

Em editorial publicado no jornal Correio Braziliense, o general chamou o período de tortura de "Revolução de 31 de março". "Somam-se ataques às Forças Armadas desfechados nesta semana em mais um aniversário da Revolução de 31 de março de 1964", escreveu.

No texto, Mourão ainda diz que o golpe de Estado de 1964 deixou “um legado positivo”. "É praticamente impossível não encontrar os traços e antecedentes das reformas compreendidas naquele período, que dinamizaram sua sociedade e, principalmente, fortaleceram a democracia brasileira, que, pela primeira vez, teve um regime inaugurado sem golpe de Estado", escreveu.

Mourão pode ser enquadrado pelas Forças Armadas. O Exército ameaçou punir oficiais que comemorassem o aniversário do golpe militar.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, disse a interlocutores que militares que comemorarem o aniversário do golpe de 1964 nesta sexta-feira (31) serão punidos; a punição também será válida para oficiais que participarem de eventos organizados por militares da reserva para celebrar a data.