Parlamentares repudiam foto de Bolsonaro com gíria 'CPF Cancelado', de grupos de extermínio: 'é um mafioso'

"Esse mafioso é o presidente da República. Até quando?!", escreveu o deputado Alencar Santana Braga (PT-SP) no Twitter. De acordo com a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), a foto de Jair Bolsonaro representou um "desprezo sem tamanho por um Brasil em luto". Confira mais reações

Em Manaus, Bolsonaro posa em foto com 'CPF cancelado'
Em Manaus, Bolsonaro posa em foto com 'CPF cancelado' (Foto: Alan Santos/PR)
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247 - Parlamentares foram às redes sociais para repudiar a foto em que Jair Bolsonaro aparece com a imagem de um CPF e a palavra, numa tarja em vermelho, "cancelado". Grupos de extermínio usam a gíria para comemorar algum assassinato. 

"No dia que o @TheInterceptBr publicou nova matéria que reforça a constatação que Bolsonaro é um chefe do crime organizado do Rio de Janeiro, ele resolve posar com placa falando em CPF cancelado, linguagem típica de bandidos. Esse mafioso é o presidente da República. Até quando?!", escreveu o deputado Alencar Santana Braga (PT-SP) no Twitter. 

Uma reportagem do Intercept Brasil, publicada nesse sábado (24), apontou que, após a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, colegas dele contataram Bolsonaro. Segundo as transcrições, Ronaldo Cesar, o Grande, disse a uma mulher que ligaria para o "cara da casa de vidro", uma referência ao Planalto. No telefonema, demonstrou preocupação com pendências financeiras.

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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou ser "muito grave a provocação do genocida". "Que a CPI apure tudo! Bolsonaro faz questão de se posicionar a favor de milicianos e de debochar das quase 400 mil mortes e ri em foto com expressão usada por milícias: 'CPF cancelado'", disse.

"Podridão", afirmou o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

De acordo com a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), a foto de Bolsonaro representou um "desprezo sem tamanho por um Brasil em luto". "O lugar dessa extrema-direita é agora e no lixo da história!".

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Para a deputada Talíria Perone (PSOL-RJ), "a foto de Bolsonaro com a placa de CPF cancelado é mais do que sadismo". "É propaganda de ódio. É inaceitável que no meio de uma grave pandemia, que ja ceifou mais de 300 mil vidas, o presidente zombe da morte dessa maneira. Solidariedade aos familiares de vítimas deste desgoverno".

A vereadora do Rio Monica Benicio (PSOL) disse que a foto foi o "cúmulo da sua crueldade". "Ele nem disfarça mais sua alegria diante da morte do povo. São 400 mil CPFs cancelados até o momento no Brasil, e ele é culpado. Genocida!", complementou.

 

 

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