Presidente do STJ defende prisão domiciliar para Queiroz e ataca jornalistas

"Os analfabetos jornalistas, que mal sabem versar uma palavra de direito, criticam decisões cujos fundamentos não leram", disse o ministro João Otávio de Noronha durante congresso da OAB

João Otávio de Noronha, Márcia Aguiar e Fabrício Queiroz
João Otávio de Noronha, Márcia Aguiar e Fabrício Queiroz (Foto: STJ | Reprodução)
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247 - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, atacou jornalistas nesta sexta-feira, 31, ao rebater críticas por ter concedido prisão domiciliar ao ex-assessor Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro do clã Bolsonaro. 

Durante palestra em congresso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Noronha disse que jornalistas criticaram sua decisão sem compreender os fundamentos que a embasaram. "Os analfabetos jornalistas, que mal sabem versar uma palavra de direito, criticam decisões cujos fundamentos não leram", disse ele. 

"Eu sabia que seria criticado pela imprensa ao decidir o caso famoso, mas não podia me furtar de decidir. Há juízes no Brasil", afirmou o ministro. 

De um total de 725 pedidos de prisão domiciliar que chegaram ao STJ em razão da pandemia, o magistrado negou 700. No entanto, concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz pelo mesmo motivo, atingindo até mesmo a esposa do ex-assessora da família, Márcia Aguiar, que estava foragida.

Logo depois, negou liminar que pedia a extensão desse benefício a outros presos em situações semelhantes.

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