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Ao STF, Senado admite que orçamento secreto libera recursos de 'acordo com a base de apoio ao governo'

As emendas do orçamento secreto foram utilizadas pelo governo Jair Bolsonaro para comprar apoio parlamentar às vésperas da votação da PEC dos Precatórios

Presidente do STF, Luiz Fux, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o presidente Jair Bolsonaro, durante declaração após reunião com ministros e governadores (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Na manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado confessou que as emendas de relator-geral são para permitir ao Congresso alocar o dinheiro "de acordo com a formação da base de apoio ao governo federal".

O Supremo suspendeu pagamentos do chamado "orçamento secreto" até que o caso seja avaliado pela Corte. As emendas foram utilizadas pelo governo Bolsonaro para comprar apoio parlamentar às vésperas da votação da PEC dos Precatórios.

O Senado enviou à ministra Rosa Weber, do STF, uma manifestação para tentar reverter a decisão liminar que suspendeu a execução das emendas do relator. 

A advocacia do Senado pediu à ministra que reveja integralmente a decisão ou que o plenário do STF a reverta. No entendimento de Weber, as emendas de relator favorecem "um grupo privilegiado de parlamentares que poderá destinar volume maior de recursos a suas bases eleitorais".

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), também apresentou nesta segunda-feira um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a liminar da ministra Rosa Weber.

No recurso, Lira disse que a liminar não deve ser confirmada pelo plenário do STF porque afronta a separação entre os Poderes, trata de assunto interno do Legislativo e que, no caso das emendas de relator não há como se fazer necessariamente vinculação entre autor da emenda e da indicação.

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