Bolsonaro busca tirar Renan e emplacar aliado na relatoria da CPI da Covid

Os preferidos pelo governo Jair Bolsonaro para assumir as funções são os senadores Eduardo Girão (Podemos) e Marcos Rogério (DEM)

(Foto: Agência Senado | PR)
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247 - O governo Jair Bolsonaro ainda quer colocar aliados na relatoria da CPI da Covid. As chances para isso, no entanto, são pequenas, já que o governo é minoria no colegiado. Os preferidos pelo governo para assumir as funções são os senadores Eduardo Girão (Podemos) e Marcos Rogério (DEM).

Até o momento, segundo os acordos firmados no Congresso, quem assume a relatoria é Renan Calheiros (MDB) e a presidência é Osmar Aziz (PSD). Já o autor do requerimento de criação da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede), deve ser vice-presidente.

Calheiros diz que Bolsonaro foi terrível na pandemia

O senador Renan Calheiros (MDB) disse, em entrevista ao jornal O Globo, que Jair Bolsonaro foi "terrível no enfrentamento à pandemia". Calheiros afirmou que Bolsonaro  "complicou tudo" porque "errou, se omitiu e minimizou a doença".

Renan ainda destacou que Bolsonaro "prescreveu remédios sem comprovação científica, estimulou aglomeração, não usou máscara". Todas essas ações, ressalta o senador, fizeram com que o país pagasse "esse preço em mortes".

O senador, porém, ressaltou que esta é uma opinião pessoal e a CPI será “técnica” e que "arregimente boas cabeças da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União".

CPI investiga ações do governo na pandemia

A intenção da CPI, permitida após o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, obrigar o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM), a instalá-la, é investigar as ações do governo federal no combate à pandemia.

Ela deve ser instalada entre terça (20) e quinta-feira (22), conforme informou Pacheco.

Renan Calheiro explicou, ainda, que o papel da CPI é de "sugerir uma revisão dos procedimentos para amenizar o horror que estamos vivendo no país" e investigar.

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