Bolsonaro dá o roteiro do golpe em 2022: 'se Brasil tiver voto eletrônico, vai ser a mesma coisa dos EUA'

"A falta desta confiança levou a este problema que está acontecendo lá. E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa", disse Bolsonaro após reforçar a tese de fraude nas eleições dos EUA, um dia após a invasão do Capitólio por apoiadores de Trump

Trump e Bolsonaro
Trump e Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)
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247 - Jair Bolsonaro deu o roteiro do que pode acontecer no Brasil nas eleições de 2022, um dia após a invasão do Capitólio por apoiadores extremistas de Donald Trump, que foi derrotado e aponta fraude na disputa presidencial. 

Em vídeo divulgado por um canal bolsonarista nesta quinta-feira (7), Bolsonaro voltou a espalhar a fake news de que a eleição presidencial dos Estados Unidos teria sido fraudada e afirmou que a invasão do Congresso em Washington aconteceu devido a uma “falta de confiança no voto”. Segundo ele, a situação poderá acontecer também no Brasil “se tivermos o voto eletrônico” em 2022. “Vai ser a mesma coisa”, disse. 

“O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente, qual foi o problema, a causa dessa crise toda? Falta de confiança no voto. Lá o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia e houve gente que votou três, quatros vezes. Mortos votaram. Foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí”, disse. “Então, a falta desta confiança levou a este problema que está acontecendo lá. E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa", completou. 

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Ainda segundo ele, "a fraude existe. Daí a imprensa vai falar 'sem prova, ele diz que a fraude existe'. Eu não vou responder esses canalhas da imprensa mais. Eu só fui eleito porque tive muito voto em 18. Não estou falando que vou ser candidato ou que vou disputar as eleições", disse Bolsonaro. Apesar da afirmação, a suposta existência de fraudes nunca foi provada.

Nesta quarta, ele não se manifestou oficialmente sobre os acontecimentos em Washington, diferente de vários chefes de Estado. Questionado sobre o episódio, já à noite, respondeu que é “muito ligado” a Trump e concordou com a tese de que houve fraude na eleição que impôs a derrota de seu aliado.

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