Depois de 76 mil mortos, Bolsonaro volta a menosprezar coronavírus e diz que Mandetta 'semeava pânico'

"Lembra do Mandetta: vamos achatar curva, caminhão do Exército pegando corpos na rua, semeando pânico", disse Jair Bolsonaro em sua live desta quinta-feira. Com 76 mil mortos pelo coronavírus, Bolsonaro dedica-se a atacar o ex-ministro da Saúde em vez de cuidar da pandemia

Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta
Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta (Foto: Reuters | Anderson Riedel/PR)
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247 - Enquanto o país amarga 76 mil mortos até agora, Jair Bolsonaro dedicou-se a alfinetar seu ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, afirmando em sua live semanal que ele "semeava pânico" com o discurso sobre isolamento, quarentena e a necessidade de "achatar a curva" da Covid-19.

"Olha o problema que vamos ter pela frente. Vamos preservar vidas? Sim. Mas repito: quando resolveram lá atrás partir para o achatamento da curva... Lembra do Mandetta: vamos achatar curva, caminhão do Exército pegando corpos na rua, semeando pânico", disse em live nesta quinta-feira (16) no Facebook. "O objetivo de achatar curva é que o Brasil se preparasse para que os hospitais pudessem atender os contaminados. Não temos vacina e remédio comprovado cientificamente ainda. Está sobrando leitos. Tem que começar a abrir", defendeu.

 "A crise, morte, suicídio, depressão está chegando. Qualquer chefe tem de decidir [sobre reabertura]. Qualquer decisão mal tomada é indecisão. Tomar cuidado, sim. Houve neurose. Ninguém disse que não ia morrer, está morrendo gente, infelizmente, alguns acham que dava para diminuir o número de óbitos. Diminuir como? Devemos tomar cuidado com os mais velhos, mas, mais cedo ou mais tarde, esse idoso não está livre de ser contaminado pelo vírus. É a realidade", acrescentou.

Não é a primeira vez que Bolsonaro subestima da Covid-19. Em junho, ele disse que "talvez tenha havido um pouco de exagero" na maneira como a pandemia foi tratada. Chegou a classificá-la como uma "gripezinha", em março, e perguntou "e daí?" ao ser questionado sobre os cinco mil mortos pela doença, em abril.

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