Cortes no Bolsa Família durante pandemia pioram imagem de Bolsonaro: “desumano”

“Bolsonaro cortar 158 mil beneficiários do Bolsa Família, no momento em que o país mergulha numa crise sanitária sem precedentes na nossa história, mostra um nível de desconexão da realidade muito preocupante", avalia a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann

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Por Nathalia Bignon, para o 247 - A notícia de que o Governo Federal cortou, neste mês de março, 158 mil benefícios do Programa Bolsa Família pôs lenha na fogueira da crise de imagem vivida por Jair Bolsonaro.  

Com o país contabilizando 11 mortos e mais de 900 casos confirmados em meio à pandemia do coronavírus, a medida que retirará do Nordeste a maior parte dos recursos foi um dos assunto mais repercutidos pelos congressistas nesta sexta-feira (20).

“Bolsonaro cortar 158 mil beneficiários do Bolsa Família, no momento em que o país mergulha numa crise sanitária sem precedentes na nossa história, mostra um nível de desconexão da realidade muito preocupante. Isso é um crime contra os mais pobres”, declarou a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann.

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Vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA)afirmou que a irresponsabilidade do presidente é objetivamente criminosa. Para o parlamentar. “Bolsonaro está indelevelmente contaminado pelo vírus da irresponsabilidade”.

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Representante do PSB, João H. Campos (PE) classificou como desumana a decisão e disse que o Governo está desamparando brasileiros. “Em meio à pandemia do COVID-19, Bolsonaro decide cortar 158 mil benefícios do Bolsa Família. O Nordeste, mais uma vez, foi a região mais prejudicada, com 61% dos cortes. É desumano! O governo abandona milhares de famílias em uma das piores crises globais”, lamentou.

Eleitos pelo PT do Ceará e Rio Grande do Norte, respectivamente, os deputados José Guimarães e Natalia Bonavides também não amenizaram na crítica. “Enquanto o mundo inteiro toma medidas de proteção aos mais vulneráveis, Bolsonaro faz o contrário. Inacreditável. O congresso não pode aceitar isso”, afirmou Guimarães.

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“Já era absurdo a cobertura do Bolsa Família diminuir no meio da crise econômica. Chegarmos à pandemia do coronavírus com a menor cobertura desde o início do governo é um escárnio. E mais uma vez o Nordeste retaliado: 61% da redução”, comentou Natália.

Já Marcelo Freixo (PSOL-RJ) acusou o presidente de mentir novamente ao Brasil. “Mentiroso e irresponsável! Jair Bolsonaro prometeu ampliar o Bolsa Família durante a crise, mas CORTOU 158 MIL bolsas em março. E o Nordeste, região mais pobre do país, foi a mais prejudicada. De cada 100 famílias abandonadas, 61 são nordestinas”.

Ex-presidente do Senado e relator da proposta que instituiu o programa, Renan Calheiros (MDB-AL) foi outro a protestar contra a medida que, na sua opinião, é preconceituosa. “Como relator do Bolsa Família, denunciei a criminosa transferência dos benefícios para o sul, em detrimento do Nordeste. Na pior crise global da civilização, a desumanidade parece não ter fim. Cabe ao Congresso desfazer mais essa perversidade, fruto de preconceito.

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Baiano, o senador Angelo Coronel (PSD) reivindicou a reposição das bolsas em seu estado, que teve ¼ dos benefícios cortados. “Absurdo o que o governo Bolsonaro faz com o Nordeste e principalmente com a Bahia, o estado foi a mais afetada com o corte do bolsa família em março. O Senado Federal aprovou hoje o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 88/20 [que reconhece que o país está em estado de calamidade pública em razão da pandemia] , espero que o governo restabeleça esses cortes, pois o momento é de paz, apoio e solidariedade e não retaliações”, declarou.

Líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que apresentou uma Emenda à Medida Provisória n° 924, de 2020, de enfrentamento ao Coronavírus pedindo o aumento de 50% do valor da bolsa. “Mesmo em meio a uma crise que está afetando diretamente todas as famílias do país, o governo continua sua sanha contra os mais pobres. Isso, além de absurdo, é uma crueldade sem precedentes! Cortar famílias do Bolsa Família em um momento como esse é condená-las!”, disse.

120 dias

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No fim desta sexta, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, anunciou que nenhuma família será suspensa ou excluída do programa do governo federal por 120 dias. A medida se deu em razão da crise do coronavírus. Com isso, os bloqueios, suspensão e cancelamento de benefícios estão suspensos, por enquanto (leia mais no Brasil 247).

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