Ministro da Justiça confessa a parlamentares que pasta produziu dossiês sobre ‘grupo antifascista’

Em sessão virtual com parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional, o ministro André Mendonça reconheceu que o governo produziu informes sobre 579 servidores de grupos denominados pelo governo de “antifascistas”

Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas 30 de julho de 2020
Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas 30 de julho de 2020 (Foto: Isaac Amorim/MJSP)
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247 - Em audiência fechada e virtual com parlamentares, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, admitiu a existência de relatório de inteligência da pasta sobre servidores públicos que integrariam grupos ‘antifascistas’. 

Anteriormente, ministro havia se recusado a entregar dossiê dos antifascistas ao STF.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “o ministro foi ouvido em sessão virtual por integrantes da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional, que cobraram explicações após o portal UOL revelar que o governo estava monitorando opositores ao presidente Jair Bolsonaro.”

A matéria ainda lembra que “um dia depois de afirmar ao Supremo Tribunal Federal que a pasta não persegue adversários políticos do governo e não investiga ninguém, o ministro foi pressionado pelos parlamentares a dizer claramente qual documento o órgão elaborou e quem foram os alvos. Mesmo sem detalhar, Mendonça admitiu, segundo três pessoas presentes no encontro afirmaram ao Estadão, a existência de um relatório sobre opositores.”

Segundo o jornal, “o ministro, porém, recusou o termo “dossiê”, afirmando que essa expressão remete a algo ilegal. Ele disse que não há espionagem e não há investigação alguma conduzida pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), órgão vinculado à pasta apontado como responsável por monitorar o grupo de servidores.”

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